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A UGT está a analisar a contraproposta do Governo sobre a nova lei laboral. Para já, a central sindical está disposta a continuar a negociar para chegar a um acordo.
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A estrutura sindical teme um leilão de propostas da direita, que não beneficie os trabalhadores.
São já oito meses de negociações, perto de 50 reuniões entre Governo, patrões e unidades sindicais, mas a proposta para a nova lei laboral não está fechada.
Agora a UGT está a analisar a nova contraproposta do executivo apresentada na semana passada. Tem como objetivo chegar a um acordo em sede de concertação social, mesmo que a CGTP tenha sido excluída das conversas.
Segundo o Diário de Notícias, que cita fontes da central sindical, tendo o Parlamento que dar aval ao que for fechado a prioridade é chegar a um compromisso antes.
Isto porque temem que, não havendo acordo, podem correr o risco de serem aprovadas propostas de alteração ao Código do Trabalho, que são apenas vontades de outros partidos, principalmente à direita do PSD, uma vez que a Iniciativa Liberal e o Chega já manifestaram a possibilidade de validarem a reforma.
Ainda assim, de acordo com o mesmo jornal, o entendimento parece estar longe.
A UGT estranha mudanças no documento em matérias com consenso, como o fim da ideia de 25 dias de férias por base na assiduidade.
As duas partes continuam distantes em outros pontos, principalmente nos contratos sem efetividade. O Governo quer prolongar os contratos a termo certo para três anos e dos de termo incerto até cinco anos, mas os trabalhadores estão contra.
A UGT terá a reunião de secretariado nacional a 9 de abril, onde deverão surgir as estratégias para os próximos meses de discussão do pacote laboral.
