O impacto da guerra contra o Irão sente-se bastante no Líbano: mais de mil mortos e um milhão de deslocados internos. O exército israelita recebeu ordens para destruir todas as pontes que possam ser utilizadas pelo Hezbollah.

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Uma das mais importantes ligações do sul ao norte do Líbano foi bombardeada, tal como infraestruturas próximas da fronteira com Israel.
As sirenes soaram pouco depois da visita do presidente Herzog a Kiryat Shmouná. Já tinham sido acionadas várias vezes esta segunda-feira, menos de 24 horas depois de Israel ter deixado isoladas do norte várias populações a sul do rio Litani.
Os ataques israelitas contra pontes e outras infraestruturas críticas são o prelúdio de uma invasão terrestre, avisou o Presidente do Líbano.
Arrastado para a guerra pelos ataques do Hezbollah, o país enfrenta a crescente ameaça de se tornar uma reedição da Faixa de Gaza.
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As forças de defesa de Israel continuam a ser reforçadas na fronteira com o sul do Líbano.
O próprio ministro israelita da Defesa admitiu que a estratégia é replicar o que foi feito em Rafah e Beit Hanoun.
Analistas reforçam que o objetivo de Telavive é estabelecer uma zona tampão ao longo da fronteira israelita, o que passa por estender a ocupação de território libanês.
Desde que Israel intensificou a campanha contra o grupo xiita pró-iraniano, mais de um milhão de libaneses estão deslocados, quase 20 por cento da população total (seis milhões).
Mesmo quem conseguiu encontrar um teto provisório vive em condições precárias.
A destruição de alvos no sul do Líbano e nos subúrbios de Beirute, onde vivem muitos deslocados internos de guerras anteriores, torna a situação ainda mais complexa, já que não há para onde regressarem.
