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Live Nation chega a acordo com Departamento de Justiça dos EUA após acusação de monopólio ilegal


Cultura

A Live Nation chegou a um acordo com o Departamento de Justiça dos EUA num processo iniciado em 2024. A maior promotora musical estava acusada de estabelecer um monopólio ilegal no mercado de entretenimento ao vivo. O acordo prevê o pagamento de cerca de 200 milhões de dólares.

Live Nation chega a acordo com Departamento de Justiça dos EUA após acusação de monopólio ilegal

Mark J. Terrill

A maior promotora de música do mundo, a norte-americana Live Nation, chegou a acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América, no caso de uma ação antimonopolista, segundo a imprensa daquele país.

O processo foi levantado em 2024 pelo Departamento de Justiça, em conjunto com dezenas de procuradores-gerais estaduais, acusando a empresa de ter estabelecido um monopólio ilegal no mercado dos eventos de entretenimento ao vivo, por controlar bilheteira, espaços e a promoção de artistas.

A Live Nation é proprietária da plataforma de bilheteira Ticketmaster e de 78% das maiores salas de concertos dos Estados Unidos da América, segundo a acusação, que põe para lá dos 80% o controlo da empresa sobre as vendas de bilhetes das arenas de concertos.

Em fevereiro, como recordava o New York Times há dias, o juiz do caso afastou parte das acusações, mas o julgamento foi por diante e teve início na semana passada, com os depoimentos de testemunhas a começarem no final da semana.

Em causa estão ameaças e retaliações para “sufocar a concorrência”

A acusação apontava o dedo à Live Nation alegando que esta fazia uso de ameaças e retaliações várias para “sufocar a concorrência”, como lembrou a agência Associated Press (AP), que não tinha ainda os detalhes do acordo.

Já segundo a publicação POLITICO, que avançou a notícia do acordo em primeira mão, este prevê o pagamento de cerca de 200 milhões de dólares aos estados que participaram na ação e que a plataforma Ticketmaster passe a poder ser usada por empresas rivais.

Segundo o mesmo meio, vão ser definidos limites aos contratos de exclusividade entre a Ticketmaster e as arenas de concertos.

Promotora terá que reduzir taxas para máximo de 15% do preço dos bilhetes

Para lá disso, a Live Nation vai ter de alienar mais de dez dos anfiteatros de que é proprietária e reduzir as taxas que cobra a um máximo de 15% do preço de um bilhete.

A gigante global entrou em Portugal em 2024 com a compra da Ritmos&Blues e da gestora da MEO Arena, em Lisboa.

A Live Nation Entertainment apresenta-se como “a maior empresa de entretenimento ao vivo do mundo” e opera em várias frentes nesta indústria, na produção de espetáculos, promoção de artistas, exploração de salas e venda de bilhetes.

Como recordava a Autoridade da Concorrência, em 2024, em Portugal, a Live Nation “encontra-se ativa na promoção do festival Rock in Rio Lisboa”, através da sua subsidiária Better World, “e detém, ainda, uma participação no festival Rolling Loud”.



SIC Noticias

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