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Valdo Calocane matou três pessoas e tentou matar outras tantas, em Nottingham, em junho de 2023. A investigação, que vai continuar nas próximas semanas, apurou que há mais episódios de violência, um deles a um polícia. Agrediu também um colega de casa e dois colegas de trabalho.
Ben Birchall – PA Images/GettyImages
O homem luso-guineense que, em 2023, matou estudantes universitários e um funcionário da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, terá agredido um polícia, um colega de casa e, um mês antes do crime, dois colegas de trabalho. A investigação continua. Nas próximas oito semanas deverão ser ouvidas mais de 100 pessoas.
Valdo Calocane matou à facada dois estudantes de 19 anos – Barnaby Webber e Grace O’Malley-Kumar – e um funcionário da universidade – Ian Coates – de 65. As três vítimas mortais foram encontradas mortas na rua em locais diferentes de Nottingham. Na mesma ocasião, tentou matar outras três pessoas ao volante de uma carrinha. O caso remonta a junho de 2023.
A investigação liderada pela juíza Deborah Taylor KC apurou, de acordo com a Sky News, que um mês antes, o homem com dupla nacionalidade agrediu dois colegas de trabalho, que eram também um casal. Deu um murro na cara do homem e empurrou a mulher.
Uma responsável da empresa de logística Arvato, onde Valdo Calocane trabalhava, conta às autoridades que ouviu “um grito”. Ao chegar ao fundo do armazém, o homem – que alegou não saber por que razão tinha sido atacado – já tinha sido agredido e estava no chão.
Outro funcionário da empresa, que descreve o incidente como “muito violento”, relata que viu um x-ato no chão e chutou-o para longe.
As autoridades estão a ouvir depoimentos sobre o autor do triplo homicídio para perceber o que poderá ter levado ao esfaqueamento mortal, em junho de 2023. Nos próximos dois meses deverão ser ouvidas mais de 100 pessoas, incluindo polícias e profissionais de saúde mental.
Segundo a investigação, citada pela BBC, o homem agrediu um colega de casa, em janeiro de 2022, e impediu-o de sair de casa. Há também relatos de violência a um polícia, em setembro de 2021.
Valdo Calocane é luso-guineense e tem esquizofrenia paranoide
O luso-guineense, agora com 34 anos, tinha sido diagnosticado, em julho de 2020, com esquizofrenia paranoide, uma condição que pode provocar delírios de perseguição e alucinações auditivas.
De acordo com o Daily Telegraph, os pais, originários da Guiné-Bissau, trabalharam na ilha da Madeira e obtiveram a nacionalidade portuguesa em 2006. A seguir, o casal ter-se-á mudado para o Reino Unido com os três filhos e adquirido o estatuto de residente enquanto cidadãos da União Europeia.
Residente no Reino Unido desde 2007, Valdo Calocane estudou Engenharia Mecânica na Universidade de Nottingham.
Está detido por tempo indeterminado num hospital de alta segurança.
