Mafalda Livermore, a militante do Chega exonerada do cargo de vogal dos serviços sociais da Câmara de Lisboa após se saber que arrendava habitações alegadamente clandestinas a imigrantes, desfiliou-se do Chega. A ex-administradora municipal apresentou a desfiliação esta quarta-feira. Nas últimas semanas, as polémicas não param de aumentar. Cinco meses depois das eleições autárquicas, o Chega já perdeu oito vereadores.
Numa publicação privada nas redes sociais, a que a SIC teve acesso, a ex-administradora municipal adianta que apresentou a desfiliação esta quarta feira. Explica que a decisão é tomada depois de um “processo de reflexão profundo tanto a nível político, como pessoal”, mas garante que será “fiel” ao Chega.
Sem referir a polémica em que está envolvida, Mafalda Livermore refere que o seu percurso “teve aspetos muito positivos e outros negativos” que a “prejudicaram em várias vertentes” da sua vida.
Mafalda Livermore, namorada de Bruno Mascarenhas, está envolvida em polémica por arrendar casas sem condições e sem recibo a imigrantes ilegais.
Foi recentemente exonerada do cargo de vogal do Conselho de Administração dos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa (SSCML) – para o qual tinha sido nomeada em dezembro pelo presidente da autarquia, Carlos Moedas – após a reportagem da RTP que revelou que é proprietária de vários imóveis com habitações alegadamente clandestinas para arrendamento a imigrantes.
O caso gerou mal estar dentro do Chega, com Rita Matias a pedir a demissão de Bruno Mascarenhas do cargo de vereador em Lisboa.
Outras polémicas
Nas últimas semanas, as polémicas não param de aumentar dentro do partido. Em meses, o Chega já perdeu oito vereadores.
Em Portimão, 19 autarcas ameaçam demitir-se da assembleia municipal e assembleia de freguesia. Estão revoltados com a inércia do partido perante dois vereadores que ajudaram a viabilizar o orçamento da câmara de Portimão, liderada pelo PS.
Em São Vicente, na Madeira, o presidente de Câmara eleito pelo Chega está a ser alvo de pedidos de renúncia por parte de dois vereadores eleitos pelo partido.
