Economia

Maioria dos portugueses recebe menos de 1000 euros e quase metade dos jovens tem trabalhos precários?

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SIC Verifica

As afirmações foram feitas pelo secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, durante o debate quinzenal. Será que correspondem à realidade portuguesa? A SIC Verifica.

Horacio Villalobos

No debate quinzenal desta quarta-feira, o secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP) confrontou o primeiro-ministro Luís Montenegro com os salários baixos pagos a milhares de trabalhadores e a precariedade laboral entre os jovens.

“O senhor primeiro-ministro é capaz de dizer sem se rir que está a propor aos jovens, os tais que já estão quase 50% com trabalho precário, e a grande maioria dos trabalhadores em Portugal que ganha menos de 1000 euros, está a propor a esses acrescentar o quê? Mais precariedade em cima da precariedade”, atirou Paulo Raimundo.

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Estes dados confirmam-se?

Os indicadores disponíveis mostram que a precariedade entre jovens em Portugal é elevada. Segundo os dados mais recentes da Pordata, seis em cada 10 jovens empregados até aos 24 anos – ou seja, 60% – tinham contratos temporários, uma das formas mais comuns de emprego precário. Já na faixa etária dos 25 aos 34 anos, a percentagem diminui para entre 33 e 35%.

No plano europeu, os dados do Eurostat colocam Portugal no quarto lugar do ranking de países com maior percentagem de jovens entre os 15 e os 29 anos com empregos temporários: 39,4%, apenas atrás de Países Baixos, Sérvia e Itália.

Um estudo mais recente da CGTP, publicado em fevereiro deste ano no âmbito da precariedade laboral entre as mulheres, aponta para uma taxa de precariedade superior a 50% entre as jovens trabalhadoras.

Já no que diz respeito ao vencimento auferido pelos trabalhadores portugueses, é verdade que uma maioria considerável leva para casa menos de 1000 euros por mês.

Segundo os dados mais recentes da Segurança Social, de dezembro de 2025, havia em Portugal 4.295.967 trabalhadores dependentes. Dos 4,4 milhões de vínculos contratuais associados a estes trabalhadores, mais de 2,3 milhões têm uma remuneração mensal base até mil euros brutos: um valor que corresponde a mais de 54% do total de contratos.

A SIC Verifica que é…

É verdade que quase metade – e em algumas faixas etárias mais de metade – dos jovens têm empregos com cariz precário, assim como é verdadeira a afirmação de que a maioria dos portugueses recebe menos de 1000 euros por mês.

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