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Mais de 100 profissionais de educação no Seixal protestam contra amianto e falta de pessoal nas escolas


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Mais de metade das 10 escolas do Agrupamento de Vale de Milhaços, no Seixal, estavam às 08:30 desta quinta-feira encerradas devido a um protesto de trabalhadores por melhores condições e trabalho.

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“Mais de uma centena de profissionais de educação do Agrupamento de Escolas de Vale de Milhaços, na freguesia de Corroios, concelho do Seixal, no distrito de Setúbal, estão [às 08:30] à porta da escola básica sede do agrupamento, em protesto por melhores condições de trabalho”, referiu Daniel Martins, da direção do S.TO.P. – Sindicato de Todos os Profissionais da Educação.

De acordo com o representante, os profissionais estão esta quinta-feira de manhã em protesto e em plenário junto à Escola Básica de Vale de Milhaços para exigir o reforço de pessoal e a retirada de amianto.

“O protesto visa em primeiro lugar protestar contra a não retirada dos cobertos da Escola Básica de Vale de Milhaços que têm amianto. Há anos que se pede a sua substituição. O perigo é constante para a comunidade escolar, em especial para quem ali trabalha e para os alunos, que se abrigam nesses corredores”, disse, lamentando, por outro lado, a falta de assistentes operacionais.

“Fizemos um plenário nesta escola há uma semana e meia onde foi decidido este protesto. Uma das razões que se levantou foi a falta de operacionais. Não há suficientes para cuidar das diferentes tarefas atribuídas que vão desde a vigilância, limpeza e manutenção, e cuidar dos alunos com necessidades especiais”, indicou.

O protesto visa igualmente a revisão e valorização das carreiras dos profissionais de educação.

“O Ministério da Educação não vincula os técnicos superiores ou especializados. São os psicólogos, os assistentes sociais, os terapeutas da fala. O ministério está há cerca de um ano para calendarizar um suposto concurso para vincular estes colegas e até hoje nada. A última promessa é que seria este primeiro trimestre e não vislumbramos uma luz sobre o futuro do concurso”, disse.

Segundo Daniel Martins, os profissionais de educação estão também indignados com as alterações que o ministério pretende realizar no Estatuto da Carreira Docente: “Os direitos dos professores estão a ser trasladados diretamente para a lei geral de trabalho e funções públicas. O estatuto especial do docente está a tornar-se genérico. No futuro vamos ter docentes com qualificações baixas”, realçou.

O Agrupamento de Escolas de Vale de Milhaços (AEVM), sediado na Escola Básica de Vale de Milhaços, é composto por 10 estabelecimentos de ensino, incluindo escolas básicas e jardins-de-infância.

Com Lusa



SIC Noticias

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