Economia

Mais de 80% dos cibercrimes acabam arquivados em Portugal

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Justiça

Em dois anos, mais 80% dos cibercrimes investigados acabaram arquivados. Um relatório do Ministério Público refere que há poucas acusações e a percentagem que vai a julgamento é insignificante.

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Um relatório de balanço realizado pela Procuradoria Geral da República do combate aos crimes de investigação prioritária entre 2023 e 2025 revela que a cibercriminalidade, considerada pelo Ministério Público como um crime em expansão, apresenta taxas de acusação muito baixas e uma percentagem alta de arquivamento.

O relatório, a que o Público teve acesso, conclui que nestes dois anos foram abertos 58 mil inquéritos por cibercrimes. Cerca de 46 mil foram concluídos, mas só quase 2.000 mil contaram com uma acusação, a mais baixa taxa entre as diferentes tipologias de crimes de investigação prioritária: 81% das investigações terminaram em arquivamento.

Obtenção de prova é a principal dificuldade

No que respeita a outros inquéritos de investigação prioritária, como assassínios, violência doméstica, corrupção ou tráfico de droga e de pessoas, a taxa de acusação foi de 12,8% – ou seja, o triplo da registada na cibercriminalidade.

Segundo o Público, uma das maiores dificuldades na cibercriminalidade é a obtenção de prova, que sem a qual não pode haver acusação.

O relatório do Ministério Público surge numa altura em que se discute no Parlamento a política criminal para os próximos dois anos.



SIC Noticias

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