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Mais de metade dos portugueses dorme menos do que o recomendado

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Saúde e Bem-estar

A Associação Portuguesa de Sono preparou eventos presenciais nas regiões Norte, Centro e sul do país para assinalar o Dia Mundial do Sono. As atividades têm o objetivo de informar e envolver a população sobre a importância de dormir bem.

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Segundo estatísticas divulgadas pela Associação Portuguesa de Sono (APS), mais de 50% dos portugueses dorme menos do que o recomendado. No âmbito do Dia Mundial do Sono, assinalado a 13 de março, a APS pretende sensibilizar a população para a importância de dormir melhor.

A APS é uma organização fundada em 1991 que se dedica à promoção da investigação, desenvolvimento e divulgação de conhecimento sobre o sono e as suas perturbações. A associação tem como principal missão melhorar a saúde pública através da sensibilização da população para a importância de dormir bem.

O número de horas de sono varia consoante a idade. Os adultos devem dormir entre 7 a 9 horas por noite e 7 a 8 horas para idosos. Já as crianças precisam de períodos de descanso mais longo, geralmente entre 9 e 11 horas por noite.

Fatores como o ruído urbano, o stress no trabalho e horários irregulares fazem parte do quotidiano de muitas pessoas e contribuem para a degradação da qualidade do sono.

Soluções para melhorar a qualidade do sono

Nos últimos anos, tem também aumentado a procura por soluções que prometem melhorar o descanso, como cobertores pesados, suplementos naturais, almofadas de memória de forma ou têxteis termorreguladores. Ao mesmo tempo, cresce a utilização de tecnologia vestível, como smartwatches e smart rings, que procuram analisar o sono.

Daniela Sá Ferreira, presidente da direção da Associação Portuguesa de Sono, refere que embora estes dispositivos forneçam dados úteis e ajudem a aumentar a consciência sobre os hábitos de descanso, “não têm validade científica e não substituem exames médicos”.

Para a associação, o cumprimento de horários consistentes para deitar e acordar é tão importante para a saúde como uma alimentação equilibrada ou a prática de exercício físico, uma vez que é durante o sono que o organismo realiza processos fundamentais de recuperação física e cognitiva.

“A rotina é fundamental; o nosso corpo precisa de saber a que horas vamos dormir. Se mantivermos uma rotina adequada, com horários fixos para deitar e acordar, o corpo entende melhor o processo, permitindo adormecer mais rapidamente e reduzir o número de despertares noturnos”, explica a pneumologista na Unidade Local de Saúde Gaia e Espinho.

A especialista defende ainda a adoção de práticas simples de higiene do sono para combater o cansaço crónico. Entre as recomendações está a criação de um ambiente adequado no quarto, que deve ser escuro, silencioso e com uma temperatura amena, de forma a preparar o organismo para o descanso.

Daniela alerta ainda que “a luz azul dos ecrãs deve ser evitada pelo menos uma hora antes de deitar, substituindo-a por rituais de relaxamento, como a leitura, um banho morno ou meditação. Estas ações sinalizam ao cérebro que é tempo de abrandar e entrar em modo de repouso.”

Atividades e campanha “Dormir bem para viver melhor”

Para dia 13 de março, a APS preparou várias iniciativas de sensibilização, nas regiões Norte, Centro e Sul. Com a realização de eventos presenciais destinados a informar e envolver a população sobre a importância de dormir bem. Destaca-se também o anúncio dos vencedores e de desenho infantil “Boas noites começam com boas rotinas”, desenvolvido em parceria com a European Sleep Research Society (ESRS).

As restantes comemorações, contam com a colaboração do Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia (CiBB), que integra o Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC).

A associação reforça a sua presença online com a campanha “Dormir bem para viver melhor”. A iniciativa inclui de um vídeo infográfico educativo e conta, também, com a participação de várias figuras do mundo digital, que vão divulgar os seus testemunhos sobre o sono.



SIC Noticias

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