Centenas de fiéis juntaram-se este sábado à noite na Sé de Lisboa para celebrar a vigília Pascal. Uma cerimónia que durou quatro horas.
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Para os cristãos, a noite deste sábado foi muito importante. Começou no escuro, com o sírio pascal aceso que representa a luz de Cristo.
A chama espalha-se depois para as velas de todos os fiéis. O Lucernário representa a passagem das trevas à luz. Não se sabe ao certo, a hora em que supostamente ocorreu a ressurreição, portanto, os fiéis fazem esta vigília.
Acaba por ser mais extensa, com cerca de sete leituras e o Evangelho incluído.
Seguiram depois em procissão para o interior da igreja, onde é proclamado, ainda à luz das velas, o Precónio Pascal, o hino por excelência desta cerimónia.
Segue-se a celebração da palavra, com as tais leituras e o Evangelho. Foram também realizados batismos e renovações das promessas batismais, uma renovação solene, em que professaram a sua fé.
A cerimónia foi presidia pelo patriarca de Lisboa, Rui Valério, que lembrou que em época de violentas invasões bélicas os católicos são chamados a ser luz, num claro apelo à paz.
A cerimónia contou ainda com a presença do Núncio Apostólico, representante do Vaticano em Portugal, e o padre da igreja ortodoxa Copta.
Também o ex-Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, se juntou aos 550 fiéis, na Sé de Lisboa, naquela que é “a vigília das vigílias”.
