O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou este sábado, a morte do antigo governante Nuno Morais Sarmento, que lembra como alguém que foi “sempre maior do que os cargos que desempenhou.”
“Deixou-nos Nuno Morais Sarmento. Militante de todas as horas pela democracia e a liberdade, muito inteligente, brilhante, político, governante, sempre em busca de novas pistas, sendas e mais vastos horizontes”, começa por escrever o chefe de Estado, numa nota publicada no site da Presidência.
Marcelo aponta que o social-democrata “marcou um tempo no seu partido, ensaiou reformas na informação, liderou uma fundação dedicada às relações luso-americanas.”
“Mas foi sempre maior do que os cargos que desempenhou. Desapareceu cedo demais para o muito que sempre sonhou fazer”, sublinha o chefe de Estado, recordando-o com “saudosa amizade” e apresentando “à família e próximos os seus profundos sentimentos.”
Nuno Morais Sarmento nasceu em Lisboa, a 31 de janeiro de 1961, tendo-se licenciado em Direito, em 1984, pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa. Em 1996, pós-graduou-se em Direito Comunitário, pelo Centro de Estudos Europeus da Universidade Católica Portuguesa.
Para além dos cargos no Executivo, como ministro da Presidência nos governos de Durão Barroso e Pedro Santana Lopes, foi também membro da Comissão Nacional de Proteção de Dados Pessoais, representou Portugal na Autoridade de Controlo Comum do Espaço Schengen e assumiu o cargo de vogal do Conselho Superior do Ministério Público.
Presidiu também ao Conselho de Jurisdição Nacional do PSD entre 2008 e 2010, sob a liderança de Manuela Ferreira leite, tendo apoiado Paulo Rangel, agora ministro dos Negócios Estrangeiros, nas eleições diretas do partido em 2010, disputa esta que foi vencida por Pedro Passos Coelho.
Foi nomeado presidente da Fundação Luso-Americana para o mandato de 2024 a 2029, mas deixou o cargo em janeiro, justificando que não reunia as condições “pessoais e de saúde necessárias” para se manter.
