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A Marinha voltou a abrir os processos disciplinares aos militares que se recusaram a embarcar no Navio Mondego, há três anos, alegando falta de segurança. Na altura, foram alvo de sanções e de reprimenda pública de Gouveia e Melo, que era Chefe de Estado Maior da Armada, mas o supremo admnistrativo anulou as sanções.
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A decisão surge depois de o Supremo Tribunal Administrativo ter considerado ilegais as sanções aplicadas na altura aos militares – entre 10 e 90 dias.
Segundo o tribunal, o processo tinha várias falhas e irregularidades.
A Marinha não se deu por satisfeita e está agora a rever todo o processo.
Em comunicado, diz que quer corrigir essas irregularidades apontadas pelos tribunais.
O caso remonta a 11 de março de 2023, quando o Navio da República Portuguesa Mondego tinha uma missão: acompanhar uma embarcação russa a norte da ilha do Porto Santo, na Madeira, mas a missão falhou.
Quatro sargentos e nove praças recusaram-se a embarcar. Disseram na altura que o navio não tinha as devidas condições de segurança.
Na altura, a Marinha participou o caso à PJ Militar e abriu processos disciplinares.
Os militares também receberam uma reprimenda pública de Gouveia e Melo, que era Chefe de Estado Maior da Armada.
