Portugal

Mata de Leiria vai vender árvores tombadas em hasta pública

“Vamos avançar com hasta pública para venda desse arvoredo. Depois as empresas virão e fazem o corte e a recolha do material”, explicou Margarida Gonçalves, técnica do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a António José Seguro, numa paragem realizada esta tarde na Mata Nacional de Leiria, no último dia de Presidência Aberta.

Ao todo são “cerca de 100 mil metros cúbicos de madeira tombada”, o equivalente a 1.075 hectares em cerca de 11 mil hectares, onde ainda há cerca de metade dos caminhos para desobstruir.

O Presidente da República, António José Seguro, acompanhado pelo presidente do ICNF, Nuno Banza, quis ver de perto o eucalipto com 165 anos que tombou e que tinha uma altura equivalente a um prédio de 16 andares.

É precisamente neste local, onde tombou esta árvore classificada como de interesse público, que será instalado um memorial.

“Vamos fazer aqui um memorial. Vamos guardar, vamos limpar a envolvente e criar um percurso”, informou Margarida Gonçalves, que admitiu que será difícil fazer a manutenção desta árvore, que “com os anos vai desaparecer”.

A Mata Nacional de Leiria, propriedade pública gerida pelo ICNF, já tinha sofrido danos catastróficos com os incêndios de outubro de 2017, que acabou por ser agravado pela tempestade Leslie em 2018 e agora pela tempestade Kristin.

Ao início da tarde, o chefe de Estado, que almoçou no restaurante Nau Frágil, na Praia da Vieira, seguiu a pé junto à praia, cumprimentando a população e ouvindo algumas queixas dos empresários, que viram os seus restaurantes destruídos pelo mau Tempo.

“Não há uma única companhia que nos queira fazer um seguro. Não temos ninguém que nos ajude”, contou uma das empresárias, a quem Seguro prometeu inteirar-se da situação.

A outro empresário, que se queixou da falta de apoios e da dificuldades em conseguir empréstimo bancário para reconstruir o seu restaurante à beira mar, o Presidente da República indicou-lhe que falasse com Paulo Fernandes, o coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro do País, que seguia junto da comitiva.

“Ele não tem propriamente o dinheiro, mas é uma pessoa com uma grande sensibilidade e pode ajudar a perceber como é que os apoios públicos podem ajudar na vossa atividade”, referiu.

Neste percurso, o Presidente da República ouviu ainda lamentos da demora das companhias de seguros, da demora dos pagamentos compensatórios da Segurança Social por lay-off e da proibição de instalação de esplanadas.

Sobre a demora identificada por um empresário, a propósito dos apoios para a reconstrução do seu restaurante, por parte Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, Seguro disse também que iria tomar nota.

Também no concelho da Marinha Grande, visita à EIB – Empresa Industrial de Borracha, que registou pelo menos meio milhão de euros de prejuízo, devido à destruição de um pavilhão, onde operava a principal linha de mistura, que provocou “uma quebra da capacidade de produção na casa dos 60%”. O ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Castro Almeida, acompanhou esta visita.

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