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Os líderes da União Europeia estiveram reunidos esta quinta-feira, em Bruxelas, na Bélgica, para a primeira cimeira desde o início da guerra no Médio Oriente. No topo da agenda da reunião, que durou mais de 12 horas, esteve a reposta conjunta ao conflito. Em conferência no final do encontro, a presidente da Comissão Europeia afasta um cenário de crise migratória como em 2015 por a União Europeia (UE) estar “mais preparada” para eventuais fluxos migratórios.
Yves Herman/Reuters
O Conselho Europeu reuniu-se esta quinta-feira em Bruxelas para discutir como é que a UE pode conter os impactos da escalada militar no Médio Oriente dados os elevados preços da energia, garantindo também segurança no abastecimento energético.
Foi o primeiro encontro presencial de alto nível desde o início dos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irão e da consequente resposta iraniana, no final de fevereiro.
Von der Leyen afasta crise migratória como a de 2015 por maior preparação
A presidente da Comissão Europeia afasta um cenário de crise migratória como em 2015 por a (UE estar “mais preparada” para eventuais fluxos migratórios.
“Até agora, não temos assistido a movimentos migratórios em direção à Europa, mas temos de estar preparados. Não vamos permitir que se repita o que aconteceu em 2015”, afirma Ursula von der Leyen, em Bruxelas.
A líder do executivo comunitário assegura: “Aprendemos com as lições do passado e, hoje, estamos melhor preparados”.
“Temos fronteiras externas mais fortes e agências mais robustas, dispomos de um quadro jurídico sólido – o Pacto sobre Migração e Asilo -, reforçámos as nossas parcerias com os países vizinhos da região e, mais importante ainda, estamos unidos como europeus. Sabemos que, quando agimos em conjunto, somos mais fortes”, adianta Ursula von der Leyen.

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O Presidente francês, Emmanuel Macron, garante que nenhum país europeu quer entrar no conflito no Médio Oriente e considera que o melhor a fazer é defender o direito internacional.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, defende que o sistema de comércio de emissões, que regula emissões de gases com efeito de estufa, não precisa de intervenção, sendo apenas necessárias medidas adaptadas, específicas e temporárias para controlar os preços da energia.
Empréstimo de 90 mil milhões à Ucrânia
Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia discutiram, durante cerca de 90 minutos, o empréstimo de 90 mil milhões à Ucrânia, mas o primeiro-ministro húngaro recusou levantar o bloqueio, mantendo-se o impasse.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, foca-se na guerra na Ucrânia.
Assegura que “ninguém pode chantagear” esta e outras instituições da União Europeia (UE), referindo-se ao bloqueio húngaro sobre um empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia.
“Hoje não discutimos o que já tínhamos discutido no dezembro, mas os líderes falaram para condenar claramente a atitude [do primeiro-ministro húngaro] Viktor Orbán, para recordar que, uma vez que há um acordo, um acordo é um acordo e que todos os líderes precisam de honrar a sua palavra. Ninguém pode chantagear o Conselho Europeu, ninguém pode chantagear as instituições da União Europeia e precisamos de concretizar isto”, diz António Costa esta noite.

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O líder do Conselho Europeu saúda “os esforços e o compromisso da Ucrânia em reparar o gasoduto Druzhba destruído pela Rússia”, concretamente o “compromisso público do Presidente Zelensky em reparar, nas próximas seis semanas, o oleoduto”.
“A Comissão Europeia ofereceu apoio técnico e financeiro à Ucrânia para garantir que o gasoduto Druzhba seja reparado”, acrescenta.
Porém, de acordo com António Costa, “não se age de boa-fé quando se coloca uma condição que nem a União Europeia nem os seus Estados-membros podem garantir porque só a Rússia é que decide se volta a tentar destruir o gasoduto ou se evita voltar a destruí-lo”.
