Economia

Mesma cantina, comida diferente nos Salesianos: alunos com apoio social com refeições distintas dos que pagam propinas

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Educação

Na escola Salesianos de Manique, em Cascais, há menus de almoço diferentes para quem paga as propinas na totalidade e para os alunos com apoio social. A direção do colégio culpa o Ministério da Educação pelo tratamento distinto.

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Quando se sentam à mesa, na hora de almoço, há diferenças entre os alunos do regime privado e do público. A cantina é a mesma, mas a comida não.

Os quase 800 alunos dos Salesianos de Manique, que estudam ao abrigo do contrato de associação, ou seja, é o Estado que paga mensalidade por falta de resposta na rede de ensino público, têm apenas um prato disponível, enquanto que os alunos do privado, que as famílias pagam mensalidade, podem escolher uma das três opções para o dia.

Os pais dos alunos com apoio social queixam-se de desigualdades. Dizem que as refeições dos alunos do privado são mais variadas, melhores confecionadas e até mais saudáveis.

A SIC teve acesso aos dois menus desta segunda e terça-feira. Por exemplo, os alunos do público almoçaram arroz de atum com salada mista. Quem paga as propinas na totalidade, escolheu entre prato de carne, de peixe ou vegetariano.

Até há dois anos, os estudantes do público podiam escolher entre todas as opções disponíveis e pagar a diferença entre o valor assumido pelo Estado e o valor pedido aos alunos do regime privado.

A direção diz que essa possibilidade acabou porque a escola foi penalizada com coimas, por parte do Ministério da Educação, por desrespeitar o enquadramento administrativo das refeições subsidiadas.

Em comunicado, a escola Salesianos de Manique culpa o Governo pela diferença nos almoços. Diz que o valor atribuído pelo Estado é muito inferior ao custo médio por aluno no ensino público e que tem registado atualizações muito limitadas ao longo dos últimos anos. Insiste que as mudanças dependem do ministério liderado por Fernando Alexandre.

A SIC pediu esclarecimentos ao ministério da Educação, mas até ao momento não obteve resposta.



SIC Noticias

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