Portugal

Ministra diz que escalas estão garantidas para concentração em Loures

“Aquilo que nós sabemos é que a equipa, ou as escalas, estão asseguradas para a concentração da urgência no Beatriz Ângelo, em Loures, na Unidade Local de Saúde (ULS) Loures-Odivelas”, afirmou Ana Paula Martins, que falava em Boticas, distrito de Vila Real, à margem da inauguração da requalificação do centro de saúde.

A ministra respondia aos jornalistas a propósito da urgência regional de obstetrícia e ginecologia no Hospital de Loures que começa a funcionar às 09:00 de segunda-feira.

“As escalas (…) são de facto a unidade orientadora da garantia de que temos os especialistas que necessitamos, quer médicos, quer enfermeiros, e que temos também os técnicos, porque também são precisos técnicos de diagnóstico e terapêutica, e administrativos para fazer uma urgência obstétrica”, adiantou.

Ana Paula Martins salientou que os médicos e enfermeiros especialistas em saúde materna e obstetrícia que “vão estar a assegurar essas escalas, 24 sobre 24 horas, estão de acordo com o regulamento da Ordem dos Médicos e da Ordem dos Enfermeiros relativamente aos profissionais”.

Questionada se vai haver reforço de especialistas neste hospital respondeu: – “Nós vamos juntar, naquilo que é urgência e apenas na urgência, nós vamos partilhar recursos e por isso as escalas são construídas com equipas de um lado e equipas do outro”.

A concentração desta urgência regional de obstetrícia e ginecologia no Hospital Beatriz Ângelo (ULS Loures-Odivelas) faz com que passe a receber os casos urgentes do Hospital de Vila Franca de Xira (Unidade Local de Saúde do Estuário do Tejo).

Esta é uma das urgências regionais que serão criadas na área da obstetrícia e ginecologia para responder à falta de profissionais de saúde, estando já prevista uma outra para a Península de Setúbal, que ficará concentrada no Hospital Garcia de Orta, em Almada, e que levará ao encerramento da urgência no Barreiro.

Ana Paula Martins lembrou que esta decisão decorre da falta de recursos humanos (médicos e de enfermagem) e salientou que este modelo já existe no Norte há muitos anos.

“Agora vai ser experimentado na região de Lisboa e Vale do Tejo para garantir aquilo que nós precisamos de garantir, em primeiro lugar segurança às grávidas e aos seus bebés e segurança, também, aos profissionais que, trabalhando em equipa numa área tão sensível como é a urgência da obstetrícia e ginecologia, têm que ter também garantido que têm as equipas que são necessárias para poder dar a resposta”, afirmou.

Ana Paula Martins disse ainda que se trata de uma medida transitória e que tem que ser avaliada.

“E à medida que formos recuperando médicos para o hospital de Vila Franca, que (…) quando era regime de parceria pública ou privada era um hospital com muita capacidade de resposta, também nesta área da obstetrícia e ginecologia, vamos avaliando”, acrescentou.

Questionada sobre as preocupações de 159 entidades que representam a Convenção Nacional de Saúde que alegam já sentir a falta de verbas no SNS também por causa do corte no orçamento do Estado, a ministra respondeu ter registado essa preocupação que, apontou, “não é de agora”.

“Estamos atentos, naturalmente, mas acredito que vamos fazendo aqui um acompanhamento das nossas ULS para que, obviamente, o orçamento seja cumprido, o contrato-programa seja cumprido de acordo com aquilo que está estipulado no quadro global de referência que foi assinado por mim e pelo ministro das Finanças”, referiu.

Salientou ainda que “a visão” deste Governo “é reforçar os quadros de recursos humanos do Serviço de Nacional de Saúde” e aí, assegurou, há “um aumento significativo no orçamento deste ano”.

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