“Mesmo aqueles que são mais céticos [quanto] à minha vinda para aqui, afastem lá isso, que eu sou polícia”, disse Luís Neves, ex-diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), ao intervir na sessão de abertura de um seminário sobre liderança no feminino que hoje decorre no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, em Lisboa.
Dirigindo-se a uma plateia preenchida sobretudo por oficiais da PSP, o novo ministro defendeu a importância de dar condições de trabalho aos profissionais das forças de segurança, sem especificar o que pretende fazer.
Questionado à margem da cerimónia, o ministro reiterou que “todos no Governo” estão “imbuídos do melhor espírito de dotar [a PSP e a GNR] de melhores condições de trabalho, de instalações e de tudo aquilo que é essencial” ao cumprimento de uma missão diária “de risco, de abnegação, de espírito de sacrifício, de entrega e de prossecução do interesse público”.
Luís Neves tomou posse como ministro da Administração Interna em 23 de fevereiro e sucedeu no cargo a Maria Lúcia Amaral, que se demitiu em 10 de fevereiro e foi exonerada no dia seguinte.
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