As recomendações foram feitas na sequência dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irão e da consequente reação de Teerão, que respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e países vizinhos, como Bahrein, Arábia Saudita e Qatar.
Contactado pela agência Lusa, um porta-voz do ministério assegurou que o chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel, e o Gabinete de Emergência Consular estão, desde o início do dia, a contactar todos os embaixadores dos países da região.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram hoje de manhã um ataque conjunto ao Irão, que atingiu a capital, Teerão.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos (EUA) iniciaram “grandes operações de combate no Irão” e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque tem como objetivo “eliminar uma ameaça existencial representada” pelo regime iraniano.
O Irão já respondeu, entretanto, lançando mísseis sobre a base militar norte-americana no Bahrein e tentando atacar o Qatar, que conseguiu intercetar os mísseis.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português adiantou ainda ter emitido conselhos aos portugueses residentes para se manterem em casa, evitando deslocações desnecessárias.
“Em caso de necessidade especial, [devem] contactar as embaixadas ou o Gabinete de Emergência Consular e estar atentos a toda a informação, em particular à que é facultada pelas embaixadas, assim como cumprir as recomendações das autoridades locais”, avançou.
Numa publicação feita hoje de manhã nas redes sociais, o MNE já tinha assegurado estar a “acompanhar ao minuto” os desenvolvimentos da situação no Irão, garantindo que “prioridade é a segurança dos cidadãos portugueses”.
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