Na sequência de uma reunião com o ministro das Infarestruturas, na manhã desta quinta-feira, dia 26 de fevereiro, em Loures, Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa e do Conselho Metropolitano, disse sair do encontro com “muita esperança” – mas apelou à rápida ação do Governo.
Em declarações aos jornalistas, no final do encontro, o autarca lembrou que é preciso “preparar os municípios para o futuro” e que são precisas “obras estruturais”.
Nessa senda, acrescentou que saiu do encontro com Miguel Pinto Luz “com esperança de que vai ser através do Governo [que essas obras vão ser feitas], mas é preciso rapidez”.
“Rapidez é o que os nossos municípios pedem”, disse, lembrando que as Câmaras estão a usar os seus orçamentos para resolverem as situações mais urgentes, algo que não devia acontecer.
E informou que a Área Metropolitana de Lisboa “apurou prejuízos de 268 milhões de euros” na sequência das depressões, sobretudo em infraestruturas e equipamentos escolares.
“Esperamos a capacidade de rapidamente resolver a situação, precisamos de agilidade e de investir no futuro, porque sabemos que estes fenómenos climáticos vão voltar a acontecer”, afirmou Moedas, acrescentando que “ficámos com muita esperança em relação ao PTRR e em relação ao que podemos fazer todos em conjunto”.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa e do Conselho Metropolitano, Carlos Moedas, esteve reunido com os autarcas da área metropolitana de Lisboa e o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, para discutir os efeitos adversos e as consequências dos recentes fenómenos climáticos que afetaram a área metropolitana de Lisboa.
Recorde-se que ao longo das últimas semanas, os municípios da área metropolitana de Lisboa têm estado a elaborar o levantamento dos danos registados em habitações, empresas e infraestruturas nos seus territórios.
Tempestades em Portugal
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
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