Em conferência de imprensa após a cimeira do Conselho Europeu, em Bruxelas, na qual a Hungria voltou a não levantar o bloqueio ao empréstimo à Ucrânia, Montenegro recordou que essa decisão foi aprovada por todos os líderes da União Europeia (UE) em dezembro e “não passa pela cabeça que a decisão não seja executada”.
“Não passa mesmo pela cabeça, não passará pela de nenhum governante de nenhum Estado-membro da União, porque isso seria, efetivamente, descredibilizar as decisões de um órgão que é um órgão máximo ao nível institucional da União Europeia (UE)”, afirmou, manifestando-se convicto de que a UE vai ser capaz de aprovar o empréstimo.
“Acredito que o estamos a fazer e acredito que algumas perturbações que haja nesse processo são superáveis e vão ser superadas, creio eu, muito rapidamente”, afirmou, referindo-se ao facto de a Hungria estar a bloquear o empréstimo à Ucrânia devido às reparações do oleoduto de Druzhba, que Budapeste acusa Kiev de estar propositadamente a atrasar para impedir a transferência de petróleo russo para a Hungria.
Segundo indicou Luís Montenegro, na cimeira de hoje houve um compromisso “de todos” para que essas reparações do oleoduto sejam céleres.
“Quando digo de todos, digo da Hungria, da União Europeia, da Comissão Europeia e digo também do Presidente Zelensky. E, portanto, esse ruído creio que poderá acabar tão rapidamente quanto essa reparação poder estar efetivada”, afirmou.
O primeiro-ministro referiu ainda que, na reunião de hoje, houve uma “massiva tendência” nas declarações dos diferentes chefes de Estado e de Governo da UE para que a Hungria assuma as suas responsabilidades, tendo em conta que aprovou o empréstimo em dezembro.
“Houve uma reafirmação, enfática se quiser, dos princípios de respeito pelas decisões que são tomadas”, disse.
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