O primeiro-ministro anunciou, esta quinta-feira, o lançamento de uma linha de apoio de 600 milhões de euros destinada a financiar as empresas cujos custos da energia representam mais de 20% dos seus custos de produção.
JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA
Numa cerimónia em que assinalou dois anos da tomada de posse como primeiro-ministro, na residência oficial em São Bento (Lisboa), Luís Montenegro anunciou que a linha se vai chamar “Portugal Resiliência Energética” e será financiada pelo Banco Português de Fomento.
“Destina-se a financiar, por via de crédito, as necessidades de tesouraria e fundo de maneio das empresas mais afetadas pela subida dos custos energéticos. É mais uma medida de resposta à situação atual. Destina-se a empresas em que o custo de energia represente mais de 20% dos seus custos de produção”, explicou.
Segundo o primeiro-ministro, “o Estado prestará garantia pública que cobre 70% para as grandes empresas e 80% para as pequenas e médias empresas“.
“Vai reforçar a capacidade das empresas para responder à instabilidade internacional e para proteger a nossa competitividade, o nosso emprego e a resiliência do nosso tecido produtivo nacional”, disse.
“Hoje o país está melhor e os portugueses também”
Nesta intervenção, a partir do jardim da residência oficial em São Bento, e que contou com os ministros do atual Governo mas também alguns do anterior Executivo, que também liderou, Montenegro quis assinalar o segundo aniversário da tomada de posse – a 2 de abril de 2024 -, e os feitos alcançados.
“Há dois anos acabou um período em que o país teve demasiada teimosia ideológica a que corresponderam resultados demasiados escassos”, afirmou, numa referência aos anteriores governos do PS.
Depois, reformulou uma frase que disse em 2014, no tempo da ‘troika’ quando admitiu que a vida das pessoas não estava melhor, mas a do país estava muito melhor.
“Hoje o país está melhor e os portugueses também estão melhor”, afirmou, tal como disse no discurso do Estado da Nação em julho do ano passado.
