A Polícia Judiciária está a investigar a morte de um recluso na prisão de Alcoentre, na quinta-feira passada. Os serviços prisionais garantem que foi um suicídio, mas a família suspeita que possa ter sido espancado.
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Carlos Teixeira era conhecido como “gigante” dentro da cadeia, onde estava a cumprir uma pena de seis anos. Faltavam cinco meses para sair.
Na quinta-feira, foi encontrado morto na cela onde estava de castigo depois de se ter envolvido em agressões.
Foi aberto um inquérito, como sempre acontece quando ocorre a morte de um recluso na cadeia e o caso foi comunicado ao Ministério Público.
À SIC, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais diz que o INEM ainda tentou fazer manobras de reanimação, mas sem sucesso.
A família, no entanto, tem uma versão diferente.
“Depois da família já saber que ele estava morto, por reclusos e por redes sociais, por volta das duas horas da tarde eles voltaram a ligar e disseram que o meu irmão tinha sido encontrado inanimado na cela, mas nós sabemos por fontes seguras, por pessoas que estavam ali ao lado dele, que foi espancado durante praticamente uma semana.
Família e amigos protestaram, esta segunda-feira, em frente à prisão.
A autópsia será fundamental para esclarecer as circunstâncias da morte, que está a ser investigada pela Polícia Judiciária.
