Economia

Moscas e mau cheiro: cerca de 500 moradores protestam contra Aterro do Barlavento

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País

Os moradores das imediações do Aterro do Barlavento Algarvio, nos concelhos de Portimão e Silves, manifestaram-se hoje a exigir a inspeção da estrutura. Queixam-se do mau cheiro e de uma pragas de moscas, que os impede de sair de casa.

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Os moradores não quiseram interromper o transporte de resíduos até ao aterro, mas é o que leva os camiões que os fizeram sair de casa. Para quem habita nas imediações, o aterro sanitário está a tirar-lhes qualidade de vida, e trazem as provas do que os preocupa.

Os moradores falam numa grande quantidade de moscas presentes neste local, alegando que é uma situação desesperante para os habitantes.

O aterro sanitário opera há 28 anos, no limite entre os concelhos de Portimão, Silves e Monchique. Cerca de 500 moradores queixam-se de que os impactos se agravaram.

“O que nós queremos é que o lixo e o saneamento seja devidamente tratado. O aterro, muito provavelmente, não está a ser feito em condições”, destaca Vanessa Pereira, da Associação de Moradores de Odelouca e Porto de Lagos.

A ALGAR, empresa concessionária do tratamento de resíduos, recusa ser o aterro a origem do problema, porque nada deteta que possa estar a gerar aquilo de que se queixam os moradores.

E até recorda que é frequentemente inspecionada. Ainda assim, faz notar que o aterro está quase cheio e que está uma ampliação a caminho.

Para Maxime Bispo, vice-presidente da Câmara Municipal de Silves, “não faz sentido” fazer esta ampliação.

“Acho que o foco neste momento deve ser na correção das anomalias”, refere.

Os moradores prometem regressar à rua, até que pelo menos possam ver como funciona o aterro com os próprios olhos.



SIC Noticias

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