Portugal

Movimento "Menos Ecrãs, Mais Vida" insiste em audiência com ministro

Em comunicado, este moimento cívico revela que enviou “um novo pedido de audiência” ao Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, para “reforçar o pedido de alargamento das medidas de proibição de uso de smartphones pelo menos até ao 9.º ano (3.º ciclo)”.

Recordando que vários países da Europa e do mundo, já proíbem o uso até ao 12.º ano, o “Menos Ecrãs, Mais Vida” considera que as medidas adotadas por Portugal atingem um número muito reduzido de alunos.

“Consideramos que a medida em vigor é frágil e muito pouco igualitária, uma vez que os alunos de 2.º ciclo convivem nos mesmos espaços escolares, que alunos de 9.º ano e todos deveriam cumprir as mesmas regras”, considera a cofundadora do movimento, Mónica Pereira, citada no comunicado enviado à Lusa.

Mónica Pereira é também autora da petição “Viver o Recreio Escolar sem Ecrãs de Smartphones” criada a 08 de maio de 2023 e que hoje conta com 24.451 subscritores.

O movimento salienta que “cada vez mais estudos comprovam que a saúde física, mental e social das crianças e jovens está seriamente em risco com a excessiva exposição a ecrãs”.

“Sendo este um problema de saúde pública, não é aceitável que no mesmo espaço escolar existam diferentes regras para um problema que impacta todos os alunos, desde o 5.º ao 12.º ano”, conclui.

Já no pedido de audiência dirigido a Fernando Alexandre, o “Menos Ecrãs, Mais Vida” faz três perguntas: quando será alargada e implementa a medida de proibição, pelo menos até ao 9.º ano, se está prevista uma atualização de regras para o Ensino Secundário, bem como se está prevista a implementação de alguma regra específica para os professores não solicitarem o uso na sala de aula?

Em outubro, este movimento cívico, criado em janeiro de 2024 e composto por quatro mães e professoras, lançou uma campanha a alertar para o perigo do excesso de exposição a ecrãs (telemóveis, televisores, tabletes, etc.), criticando a falta de sensibilização por parte do Governo português e, especificamente, da Direção-Geral da Saúde.

“Para além de boas práticas que podem ser adotadas pelas famílias, os folhetos apresentam os riscos a que crianças e jovens estão expostos, qual o impacto do uso de dispositivos digitais na sua saúde física e mental e as recomendações da Sociedade Portuguesa de Neuropediatria, adequadas a cada faixa etária”, referia o movimento no comunicado.

Em julho de 2025, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação anunciou um conjunto de novas regras para o uso de smartphones a implementar no ano letivo 2025/2026, tendo avançado com a proibição de uso até ao 6.º ano de escolaridade, excluindo o 3º ciclo da medida.

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