Uma mulher que afirma ter sido drogada e violada por Jeffrey Epstein contou à BBC, sob condição de anonimato, tudo pelo que passou quando conheceu o abusador sexual.
Yana Iskayeva/Getty Images
Afirma ter conhecido Epstein aos 19 anos, quando trabalhava como modelo, e foi contratada para lhe fazer uma massagem na sua mansão em Palm Beach, na Florida.
A mulher relata ter sido pressionada a ter relações sexuais com Epstein e quando recusou o magnata ter-se-á masturbado à sua frente.
Tentou ir-se embora, conta, mas o homem deu-lhe a beber um copo de água que a fez perder os sentidos durante pelo menos 12 horas, período em que acredita ter sido violada.
Acordou a sentir-se enjoada e com indícios de que teria tido relações sexuais, apesar de não se lembrar de nada.
Epstein terá tentado uma vez mais forçado relações sexuais e para tentar dissuadi-lo a mulher disse que estava menstruada, ao que este respondeu “não me mintas”. Foi o momento em que teve a certeza de que fora vítima de uma violação.
“Não sei como sobrevivi”, disse à BBC, apelando às vítimas que partilhem as suas histórias e pressionem a administração norte-americana a libertar integralmente os ficheiros Epstein.
Cerca de dois milhões de ficheiros continuam classificados.
“Não acho que seja pedir muito”, diz, e seria essencial para finalmente “sarar” as feridas psicológicas deixadas pelos abusos.
“Nós, sobreviventes, não passamos de peões no discurso político neste momento, e isso é repugnante”, lamenta.
