A mulher do chefe de gabinete do ministro das Infraestruturas e Habitação foi nomeada pelo Governo para o cargo de administradora dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), uma empresa pública de prestação de serviços partilhados nas áreas de compras e logística, serviços financeiros, recursos humanos e sistemas e tecnologias de informação e comunicação.
A notícia é avançada pelo Correio da Manhã que dá conta que Isabel Batista é casada com Gustavo Madeira, que é chefe de gabinete do ministro Miguel Pinto Luz desde 8 de abril de 2024.
O mesmo meio noticia que, nestas funções, Isabel Batista tem um remuneração de 5.745 euros brutos por mês.
Num comunicado do Conselho de Ministros, a 12 de fevereiro, o Governo divulgou a nova administração da SPMS para o mandato de 2026-2028. Nessa mesma nota, não foram revelados dados sobre o currículo da equipa, nem informações sobre possíveis ligações familiares a pessoas que exercem cargos em gabinetes governamentais.
Saliente-se que, apesar da nomeação ainda não ter sido publicada em Diário da República, a Resolução do Conselho de Ministros “fixou no dia 18 de fevereiro como data de início de funções, independentemente da data da respetiva publicação”.
O Correio da Manhã revela ainda que questionou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, sobre a nomeação de Isabel Batista mas não obteve resposta. Já de acordo com o ministério da Saúde, a Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP), que acompanhou o processo de avaliação dos currículos, referiu que Isabel Batista “foi escolhida e nomeada com base no seu currículo e percurso profissional na área tecnológica e digital, iniciado há mais de três décadas e que inclui experiência na Administração Pública, competências plenamente adequadas às funções que irá desempenhar”.
Acrescentou ainda que a nova administradora tem “um percurso sólido e experiência em organismos nacionais e europeus, evidenciando um conhecimento aprofundado da Administração Pública e dos desafios estratégicos nas áreas tecnológica e digital”.
De notar que, embora nomeações familiares não seja ilegais, o anterior governo liderado por António Costa foi alvo de diversas críticas sobre este tema pelos partidos da oposição, incluindo o PSD.
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