Uma mulher de 44 anos morreu devido a um tumor numa perna, em Espanha. A doente tinha ido ao serviço de urgências doze vezes, mas só foi corretamente diagnosticada um ano depois. A família da vítima que agora, processar o Serviço de Saúde da Andaluzia (SAS) por homicídio por neglicência.
Sorrasak Jar Tinyo
De acordo com a imprensa espanhola, a vítima, identificada pelas iniciais I.L.B., recorreu 12 vezes às urgências ao longo de junho de 2024, queixando-se de dores persistentes na perna direita, entre o joelho e a coxa.
Apesar das constantes idas ao hospital e de três consultas telefónicas, a origem das queixas ficou por desvendar.
Segundo o escritório de advogados que representa a família, os exames realizados incidiram sobretudo no joelho, descartando lesões nessa zona, mas sem explorar outras possíveis causas, mesmo perante a intensidade e a persistência das dores.
O diagnóstico que tardou a chegar
O diagnóstico só chegaria quase um ano depois, a 31 de março de 2025, aquando o regresso da mulher às urgências devido a queixas digestivas.
O exame abdominal feito na sequência das queixas acabou por revelar uma massa tumoral de grandes dimensões na zona da coxa. Mais tarde, viria a confirmar-se tratar-se de um sarcoma pleomórfico indiferenciado de alto grau, um tipo de cancro particularmente agressivo.
A utente viria a ser encaminhada para o Hospital Virgen del Rocío, onde iniciou os tratamentos de quimioterapia. No entanto, surgiram complicações digestivas e infecciosas que levaram à interrupção do tratamento.
Homicídio por negligência
A mulher acabou por ser transferida para os cuidados paliativos no Hospital San Lázaro e viria a morrer no dia 1 de abril.
A família defende que houve uma falha grave na prática médica, alegando que a ausência de exames atempados atrasou o diagnóstico e comprometeu as hipóteses de tratamento numa fase inicial da doença.
