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Mundo divide-se entre festejos e protestos após morte de Ali Khamenei


Tensão EUA-Irão

A morte confirmada do líder supremo do Irão desencadeou reações em todo o mundo. No Iraque, a polícia deteve manifestantes pró-Irão que tentaram entrar na embaixada dos Estados Unidos. No Paquistão morreram, pelo menos, nove pessoas nos protestos junto ao consulado norte-americano.

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Sairam às ruas de Karachi no Paquistão horas depois do ataque, num grito de revolta pela morte entretanto confirmada do líder supremo do Irão.

“Estas não são só as minhas emoções, elas refletem os sentimentos de toda a nação paquistanesa. Hoje, o povo do Paquistão está de luto com o mundo muçulmano em geral. O nosso imã deixou-nos. O que aconteceu hoje levou-nos o nosso Khamenei”

Centenas de manifestantes da comunidade xiita tentaram invadir o consulado dos Estados Unidos. Várias pessoas morreram e outras ficaram feridas em violentos confrontos com a polícia paquistanesa.

Também no Iraque, centenas de pessoas apoiadas por grupos armados pró-Irão se concentraram na zona verde da capital em Bagdad, onde tentaram invadir a embaixada norte-americana num protesto de condenação à morte do ayatollah Ali Khamenei nos ataques aéreos conjuntos dos EUA e Israel a Teerão.

Num misto de emoções, milhares de iranianos festejam em todo o mundo o que veêm como um sinal de esperança na mudança do regime há muito esperada para um Irão livre.

“Acho que a maioria dos iranianos tem sentimentos contraditórios. Estamos felizes e esperançosos em relação ao futuro e ao que pode acontecer. Mas também estamos preocupados com os nossos entes queridos e familiares no Irão, mas estamos dispostos a correr esse risco. Estamos dispostos a correr esse risco pela liberdade”

Em Toronto, no Canadá, mais de 40 mil pessoas agitaram bandeira do Leão e do Sol e retratos de Reza Pahlavi. Pedem o regresso do filho do último xá do Irão, que vive exilado desde a Revolução Islâmica de 1979.

Celebrações que se desdobraram nas principais capitais europeias e em muitas cidades dos Estados Unidos.



SIC Noticias

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