Uma falha no sistema de destruição de energia elétrica, em Cuba, deixou 10 milhões de cubanos sem eletricidade. Grande parte da população enfrenta também falhas no fornecimento de água e gás, com o bloqueio norte-americano que impede a chegada de petróleo à ilha. Donald Trump diz que seria uma “honra” tomar Cuba por estar tão enfraquecida.

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Em vez de gritar, o protesto dos cubanos é o simples bater do metal de tachos e panelas para os quais já há pouco com que encher para fazer uma refeição.
Com o apagão das últimas horas a juntar-se ao vazio económico, os cubanos querem a eletricidade de volta.
Para Trump fez-se luz sobre este momento:
“Durante toda a minha vida, tenho ouvido falar dos EUA e de Cuba. Quando é que os Estados Unidos vão avançar? Acredito que terei a honra… de conquistar Cuba. Isso seria uma grande honra.”
A constatação de Trump não deixa de ser verdade e não deixa de ser consequência das ações do próprio Trump, que bloqueou o acesso de petróleo à ilha.
“Não é só o apagão. Não há água, eletricidade, nem gás. Não há água porque não há eletricidade para fazer funcionar as bombas. Não há eletricidade, não há comida, petróleo, combustível, e as empresas privadas praticam preços elevados.”
A resistência cubana passa pela adaptação rápida, depois de anos de costas voltadas para os dissidentes que fugiram da repressão política e do estrangulamento social. O país pede agora aos que expulsou de forma direta ou indireta que invistam no pais.
O Governo cubano deixa o mesmo convite aos Estados Unidos. No entanto, o discurso de Trump não parece virado para esse tipo de investimento.
Mas é também uma ilha onde vivem pessoas abaixo do limiar do razoável.
“Moro no 17º andar deste edifício, e é muito difícil sair, voltar, e agora ter de subir 17 andares. E quando chego lá não há água
67 anos depois da revolução, os cubanos continuam à espera de uma luz.
