O primeiro impacto da guerra no Irão já foi sentido pelas famílias e pelas empresas com o aumento do preço dos combustíveis, mas não vai ficar por aqui. Os preços dos alimentos vão subir, a fatura da eletricidade e do gás também, e a prestação da casa ao banco sobe já no próximo mês.

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A vida já não está propriamente barata. Desde que começou a guerra em solo europeu, há quatro anos, a realidade das famílias mudou: tudo ficou mais caro.
Depois de um período de abrandamento da subida de preços, o mundo enfrenta agora mais um conflito com uma particularidade muito especifica – o Estreito de Ormuz, do qual depende grande parte do comércio mundial. Por aqui passam petróleo gás liquefeito e fertilizantes essenciais para a agricultura. Há três semanas que quase nada circula devido ao bloqueio.
O barril de Brent disparou para mais de 100 dólares e os efeitos já se fazem sentir, mas vão agravar-se.
O preço do gás nos mercados já aumentou 85% desde o inicio da guerra e vai continuar a subir. O Governo aumentou a comparticipação, do gás de botija, passando de 15 para 25 euros durante três meses para as famílias mais carenciadas.
Quanto à eletricidade, Portugal beneficia de uma condição especial.
O aumento do preço dos combustíveis pode provocar um novo surto inflacionista e os preços nas prateleiras dos supermercados tendem a subir, mas tudo depende do tempo que a guerra durar.
O Banco Central Europeu está, por isso, sob pressão para subir os juros e os mercados já antecipam uma subida no próximo mês. Para quem tiver contratos revistos em abril, a prestação da casa vai aumentar.
