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No último encontro oficial entre o Presidente da República cessante e o atual presidente da Comissão Europeia, Marcelo e Costa fizeram um balanço dos 40 anos de integração de Portugal na União Europeia e a transformação estrutural do país.
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O Presidente da República encontrou-se esta sexta-feira em Bruxelas com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, numa despedida das instituições europeias. No último encontro de alto nível entre a dupla que marcou a política nacional, foi sublinhado o crescimento de Portugal nos 40 anos desde a adesão à UE e nos 10 anos de mandato de Marcelo Rebelo de Sousa.
“40 anos muito bem sucedidos de integração de Portugal na União Europeia”
O presidente do Conselho Europeu fez um balanço dos 40 anos que Portugal faz parte da União Europeia. António Costa falou da década de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República “foi muito importante na relação entre Portugal com a UE”, sublinhando a “transformação estrutural que o país teve”.
“Acho que (Marcelo) tem bons motivos para olhar para trás com satisfação pelo percurso que o país fez durante os seus dois mandatos”.
“Uma honra e um prazer estar aqui com António Costa”
O Presidente da República cessante quis salientar que decidiu fazer a última visita a instituições europeias para “agradecer à Europa aquilo que foi uma grande escolha para o destino de Portugal”.
“A Europa, tal como a democracia e a liberdade, foi um sonho plenamente realizado” para Portugal.
“O sonho europeu tem de ser alimentado todos os dias e não há Portugal sem esse sonho europeu, não há Portugal sem uma Europa forte, não há Europa sem Portugal forte”.
A visita realiza-se a menos de duas semanas de Marcelo Rebelo de Sousa cessar funções, em 9 de março, e inclui encontros com os presidentes das três principais instituições europeias: Parlamento Europeu, Comissão Europeia e Conselho Europeu.
Marcelo e Costa coabitaram durante oito anos
Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa tiveram oito anos de coabitação (2016-2024), a segunda mais longa na história da democracia portuguesa, após a de Mário Soares e Cavaco Silva (1986-1995).
Na última vez que esteve no Palácio de Belém enquanto primeiro-ministro, em dezembro de 2023, António Costa considerou que os oito anos de coabitação com Marcelo foram “dos melhores períodos de convivência entre Governo e Presidência” na história da democracia portuguesa.
“Duvido que tenha havido tantos períodos de tanta boa convivência entre órgãos de soberania, o que não quer dizer coincidência de pontos de vista, sobretudo quando somos de famílias políticas diversas”, afirmou António Costa na altura.
Marcelo Rebelo de Sousa também recordou o período de convivência com António Costa como uma experiência “muito positiva” e, “comparado com o que vinha por aí, uma felicidade”.
“Dizia muitas vezes a um governante com o qual partilhei quase oito anos e meio de experiência inesquecível: um dia reconhecerá que éramos felizes e não sabíamos”, recordou o Presidente da República em dezembro de 2024.
Marcelo vai cessar funções em 9 de março, data em que o novo Presidente da República, António José Seguro, tomará posse perante a Assembleia da República.
