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"Não queremos uma nova Guerra Fria": Lula pede a Trump que trate todos os países de forma igual


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Depois de meses de crise, Lula e Donald Trump têm-se reunido várias vezes. Na sequência desta aproximação, o governo norte-americano isentou vários produtos brasileiros que estavam sujeitos a tarifas de 40% nos EUA.

Adriano Machado/Reuters

O Presidente do Brasil pediu a Donald Trump que trate todos os países de forma igual, depois de o líder norte-americano ter imposto tarifas adicionais de 15% sobre as importações.

“Quero dizer ao presidente dos EUA, Donald Trump, que não queremos uma nova Guerra Fria”, sublinhou Luiz Inácio Lula da Silva, em Nova Deli, onde está em visita oficial.

“Não queremos qualquer interferência em nenhum outro país; queremos que todos os países sejam tratados de forma igual”, disse Lula aos jornalistas.

O Presidente brasileiro indicou que não iria comentar as decisões dos tribunais de outros países, mas manifestou otimismo em relação à planeada visita a Washington em março.

“Estou convencido de que as relações entre o Brasil e os Estados Unidos voltarão à normalidade após a nossa conversa”, afirmou Lula.

“O mundo não precisa de mais turbulência; precisa de paz”, frisou o líder brasileiro, que chegou à Índia na quarta-feira para participar numa cimeira sobre inteligência artificial.

Depois de meses de crise, Lula e Donald Trump têm-se reunido várias vezes desde o primeiro encontro oficial, em outubro.

Na sequência desta aproximação, o governo norte-americano isentou vários produtos brasileiros que estavam sujeitos a tarifas de 40% nos EUA.

Washington suspendeu também as sanções contra o juiz do Supremo Tribunal Federal do Brasil Alexandre de Moraes, relator do processo que levou à condenação por tentativa de golpe de Estado do ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump.

“Como Presidente dos Estados Unidos da América, vou aumentar com efeito imediato os direitos aduaneiros globais de 10% (…) para o nível totalmente autorizado (…) de 15%”, escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social.

Em conferência de imprensa, Trump disse que ia impor uma nova tarifa aduaneira global de 10% e acusou o Supremo Tribunal de ter cedido a “influências estrangeiras”, depois de anular as taxas previamente impostas por si.

Esta taxa vai somar-se às “tarifas aduaneiras normais já em vigor”, afirmou o republicano, sugerindo que a maioria dos acordos comerciais com os EUA continua de pé.

“O acordo com a Índia continua válido”, exemplificou, acrescentando mesmo que “todos os acordos” continuam válidos e que Washington apenas vai “proceder de forma diferente”.

O Presidente norte-americano qualificou a decisão do Supremo Tribunal dos EUA como “profundamente dececionante”, afirmando que os juízes que votaram a favor de anular as tarifas foram “antipatriotas e desleais” à Constituição.



SIC Noticias

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