O regime iraniano tem feito do controlo do Estreito de Ormuz uma das principais armas. Desde o início da guerra, a navegação marítima comercial através desta rota estratégica para a economia mundial diminuiu perto de 95%. Donald Trump admite vir a controlar o Estreito em coordenação com o Irão.
Loading…
Em condições normais, passaria pelo Estreito de Ormuz um quinto do comércio de petróleo mundial e o equivalente em gás natural liquefeito.
Nas últimas três semanas, apenas 138 cargueiros terão conseguido passar em segurança ao longo dos cerca de 150 quilómetros do Estreito, que é maioritariamente controlado pelo Irão.
Entre as embarcações autorizados a passar, a maior parte a caminho do Oriente, estão sobretudo navios iranianos, mas também da Grécia, da China, da Índia, do Paquistão, do Iraque e da Malásia.
Apesar destas exceções, a navegação através desta passagem terá diminuído quase 95%.
Depois do ultimato de Donald Trump, que ameaçou obliterar todo o setor energético iraniano, caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto até ao final desta segunda-feira, Teerão ameaçou bloquear totalmente a passagem e atacar infraestruturas de energia e de água da região.
Antes da publicação sobre as negociações – que podem ou não estar em curso – entre os Estados Unidos e o Irão, Teerão ameaçou também colocar minas marítimas ao longo de todo o Golfo Pérsico, se a zona costeira e as ilhas iranianas, onde se concentram as mais importantes infraestruturas de energia do país, fossem atacadas.
