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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou esta segunda-feira que foram alcançados mais de metade dos objetivos da guerra contra o regime iraniano, prevendo que este irá acabar numa “derrocada”.
CHAIM GOLDBERG
O conflito, que já dura há mais de um mês, visa enfraquecer capacidades militares e nucleares iranianas, com conversações indiretas mediadas pelo Paquistão.
“Claramente, estamos a meio do caminho. Mas não quero estabelecer um calendário”, afirmou Netanyahu numa entrevista ao canal de notícias conservador norte-americano Newsmax, no 31.º dia da guerra contra o Irão.
Questionado sobre a solidez da República Islâmica, que já perdeu o Líder Supremo ‘Ayatollah’ Ali Khamenei e alguns dos seus principais dirigentes, o chefe do governo israelita previu que acabará por ruir, embora tenha reiterado que não era esse o objetivo da guerra travada por Israel e pelos Estados Unidos.
“Acredito que este regime irá sofrer uma derrocada. Mas, por agora, neste preciso momento, o que estamos a fazer é simplesmente alterar as suas capacidades militares, as suas capacidades de mísseis balísticos, as suas capacidades nucleares, e também enfraquecê-lo por dentro”, declarou Netanyahu.
As infraestruturas energéticas de países vizinhos como o Qatar e a Arábia Saudita têm sido particularmente visadas pelos mísseis iranianos.
Teerão declarou ainda o encerramento do Estreito de Ormuz, por onde passa perto de um quinto das exportações globais de petróleo e gás, ameaçando atacar navios que o tentem atravessar.
Washington e Teerão iniciaram entretanto conversações indiretas com mediação do Paquistão.
“Estamos prestes a acabar com a indústria bélica deles”
Na entrevista ao canal norte-americano, Netanyahu afirmou que Israel e Estados Unidos estão perto de destruir totalmente os alvos definidos na República Islâmica, desde a produção de mísseis até à capacidade de enriquecimento de urânio.
“Estamos prestes a acabar com a indústria bélica deles. Toda a sua base industrial, a destruir tudo, fábricas inteiras e o próprio programa nuclear”, acrescentou.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que existem fissuras na liderança do Irão, apontando a diferença entre discurso público e privado dos seus interlocutores iranianos, sobre quem se escusou a fornecer pormenores, por segurança.
Em declarações ao canal televisivo ABC News, o chefe da diplomacia norte-americana afirmou que não revelaria a identidade das pessoas com as quais mantém diálogo em Teerão, para acordar o fim da guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel, porque “provavelmente isso lhes causaria problemas com outros grupos dentro do Irão”.
“Há lá algumas fraturas internas [na liderança iraniana]. E creio que se há pessoas no Irão que agora, dadas todas as circunstâncias, estão dispostas a encaminhar o seu país numa direção diferente, isso será algo positivo”, acrescentou.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, insistiu na sua rede social, Truth Social, que o seu país “está em conversações sérias com um novo e mais razoável regime” no Irão, ao mesmo tempo reiterando as suas ameaças às instalações elétricas e petrolíferas da República Islâmica, “se não se chegar em breve a um acordo”.
