O SinFAP – Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil, assinala a tomada de posse de Luís Neves como novo Ministro do Ministério da Administração Interna (MAI), sublinhando que este é um momento que exige respostas concretas e não meras intenções políticas.
O SinFAP não parte do zero. Nos últimos anos, foi através da luta, das propostas e da persistência do sindicato que foi possível colocar na agenda do MAI matérias estruturais há muito ignoradas, designadamente:
• A integração dos Guardas Florestais na carreira militar, uma reivindicação histórica que tarda em ver concretização plena;
• A valorização efetiva dos Bombeiros das Associações Humanitárias, que continuam a ser o pilar do socorro em Portugal, muitas vezes sem o devido reconhecimento;
• A regulamentação dos Serviços Municipais de Proteção Civil e a criação de uma carreira própria, atualmente em discussão pública, que exige vontade política para sair do papel;
• A reestruturação da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), incluindo a urgente valorização da carreira de Operador de Telecomunicações de Emergência (OPTEL), frequentemente esquecida;
• O reforço da Força Especial de Proteção Civil (FEPC), cuja missão exige condições dignas, estabilidade e reconhecimento.
O SinFAP espera que o novo Ministro não ignore o trabalho já desenvolvido nem adie soluções que são urgentes. Os trabalhadores estão cansados de promessas e exigem medidas concretas, calendários definidos e respeito pelas suas carreiras.
O SinFAP manifesta a sua total disponibilidade para continuar a colaborar com o novo Ministro, contribuindo com propostas concretas e experiência no terreno para o fortalecimento das políticas públicas de segurança interna e proteção civil.
O sindicato deixa claro que a sua prioridade são os trabalhadores que representa, orientando toda a sua ação para a defesa dos seus direitos, carreiras e condições de trabalho, não hesitando em intensificar a sua intervenção sempre que se verifique bloqueio político ou falta de compromisso por parte do Governo.
A proteção civil em Portugal não pode continuar a assentar na precariedade, no voluntarismo e na desvalorização dos seus profissionais.
Fonte: SinFAP
