A primeira-Ministra do Peru, Denisse Miralles, demitiu-se terça-feira, levando à queda de todo o governo, na véspera de uma votação de confiança no Parlamento e a poucas semanas das presidenciais de 12 de abril.
Gerardo Marin
A economista de direita tinha sido nomeada no final de fevereiro pelo presidente interino de esquerda, José Maria Balcazar, poucos dias após a sua chegada ao poder, na sequência da destituição pelo Parlamento de José Jeri, por “inaptidão” para exercer as suas funções.
A demissão da primeira-ministra, anunciada numa carta dirigida ao chefe de Estado, resulta na cessação das funções dos outros 18 ministros do seu Governo.
Nenhuma razão oficial foi comunicada para explicar esta saída repentina. Este episódio marca uma nova crise política no país.
Balcazar é o oitavo presidente do país andino desde 2016.
Durante o seu breve mandato, Miralles teve, nomeadamente, de enfrentar uma crise de abastecimento de gás que afetou Lima após um acidente num gasoduto. A situação ficou restabelecida na sexta-feira.
“A Presidência da República do Peru agradece à Senhora Denisse Miralles pelos serviços prestados à Nação (…) num contexto importante para o país”, afirma a presidência do Peru num comunicado publicado nas redes sociais.
Um novo gabinete ministerial deve prestar juramento em seguida. O presidente interino assegura a transição até ao final de julho, quando entrará em funções o chefe de Estado eleito em abril.
