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A Presidente do Banco Central Europeu diz que fará tudo para controlar a inflação. Os mercados antecipavam duas subidas dos juros em julho, que podem ser antecipadas.
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O aumento dos preços dos combustíveis à boleia da subida do petróleo e do gás é a principal consequência da guerra no Irão. Os custos com o transporte de mercadorias e o aumento do preço da energia produzida através do gás natural podem provocar um aumento da inflação.
Da última vez que a inflação disparou, com o início da guerra na Ucrânia, o Banco Central Europeu (BCE) subiu as taxas de juro. Desta vez, Christine Lagarde não vai deixar que a escalada de preços, sentida há quatro anos, se repita. Na altura, a Presidente do BCE foi acusada de ter demorado muito tempo a agir.
Em declarações à Bloomberg, o Governador do Banco da Eslováquia e membro do conselho do BCE abriu a porta à subida dos juros mais cedo do que se espera.
“Uma reação do BCE está mais perto do que muitas pessoas pensam. Não quero especular sobre abril ou junho., mas estaremos preparados para agir, se necessário”, revelou Peter Kazimir.
Os mercados antecipavam duas subidas das taxas de juro, que eram esperadas em julho, com a taxa de referência a passar de 2% para os 2,5%. Christine Lagarde considera, no entanto, que a incerteza sobre o conflito no Irão é elevada e que a situação é “diferente da de 2022” com a Ucrânia.
As taxas Euribor, que por norma antecipam os movimentos das taxas do BCE, estão a subir desde que começou a guerra no Irão. Quem tem crédito à habitação com taxa variável, é quase certo que deverá ver a prestação da casa aumentar no próximo mês.
A próxima reunião do Banco Central Europeu (BCE) realiza-se na próxima semana, 19 de março, em Frankfurt. Para já, os juros ficam na mesma.
