Marco António Amaro renunciou à defesa do antigo primeiro-ministro. Este foi o oitavo advogado de José Sócrates em 12 anos, o quarto oficioso a desistir do processo.
FILIPE AMORIM // LUSA
José Sócrates voltou, na segunda-feira, a ficar sem advogado no caso da Operação Marquês. Marco António Amaro entregou um pedido de escusa ao Conselho Regional de Lisboa da Ordem dos Advogados. A decisão volta a parar todo o andamento do julgamento, que tinha o reinício das sessões agendado para a próxima terça-feira, 17 de março.
A notícia da renúncia de Marco António Amaro, confirmada pela SIC, significará uma nova paragem no julgamento.
O Conselho Regional de Lisboa da Ordem terá, agora, de sortear um novo nome para a defesa do ex-primeiro-ministro. O advogado nomeado terá um novo prazo de 10 dias para se meter a par do processo e só então poderá recomeçar.
Marco António Amaro foi o advogado oficioso escolhido pela Ordem dos Advogados depois da desistência de Sara Leitão Amaro. A anterior advogada abandonou a defesa de José Sócrates depois de o tribunal se recusar a estender o prazo de 10 para consultar o processo.
O quarto advogado oficioso de Sócrates tinha também 10 dias para estudar o processo. Marco António Amaro desistiu do caso cerca de uma semana após ter levantado os documentos na secretaria do tribunal.
Em 12 anos, este foi o oitavo advogado de José Sócrates, contando com João Araújo, que faleceu. Pedro Delille, José Preto e Sara Leitão Moreira renunciaram, incompatibilizados com o tribunal, a que se somaram os oficiosos José Ramos, Inês Louro e Ana Velho.
