O preço do petróleo e do gás dispararam na manhã desta quinta-feira, depois dos ataques iranianos a várias infraestruturas energéticas. Os combustíveis já subiram mais de 30 cêntimos e espera-se nova subida na próxima semana. As estimativas apontam para mais 12 cêntimos no gasóleo e mais nove cêntimos na gasolina.
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Os ataques do Irão a instalações energéticas no Qatar e nos Emirados Árabes Unidos surgiram como resposta à ofensiva contra as instalações de gás iranianas, entre elas o campo de South Pars, que faz parte da maior reserva de gás natural do mundo.
Na Europa, o preço do gás disparou esta quinta-feira 35% após os ataques às infraestruturas energéticas no Médio Oriente, em particular o ataque iraniano à maior instalação de produção de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, no Qatar.
O barril de petróleo Brent, que está agora a ser negociado para entrega em maio, chegou, na manhã desta quinta-feira, perto dos 120 dólares por barril.
“Se o conflito se prolongar, se as oscilações de posicionamento de Donald Trump se continuarem a verificar […] com esta instabilidade, os preços vão continuar a aumentar. Provavelmente, com uma tendência sistemática”, afirma o economista João Duque.
O impacto já se sente em Portugal. Os combustíveis já subiram mais de 30 cêntimos e espera-se nova subida na próxima semana. As estimativas apontam para mais 12 cêntimos no gasóleo e mais nove cêntimos na gasolina.
Face aos aumentos, o Governo deverá voltar a aplicar o desconto no ISP, o imposto sobre produtos petrolíferos.
É expectável que a subida no preço dos combustíveis gere um aumento na fatura da eletricidade e sobretudo no gás. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou, na quarta-feira, uma comparticipação de 25 euros na botija de gás solidária e um mecanismo de desconto no gasóleo profissional para os próximos três meses face ao impacto da guerra no Médio Oriente.
