Portugal

'Nuvem prateleira' avistada em Ponte de Sor. O que é (e as imagens)

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Uma nuvem com características ‘diferentes’ terá sido avistada em Ponte de Sor, com as imagens a serem partilhadas na tarde deste sábado, 17 de janeiro, pela página de Facebook Meteo Trás os Montes – Portugal. Ao que esta indica, tratar-se-á de uma “magnífica shelf cloud” (“nuvem prateleira”, em português).

“Magnífica shelf cloud (nuvem prateleira) registada em Ponte de Sor devido a célula muito ativa que cruzou a região. Muito pouco comum em Portugal no inverno!”, lê-se numa das publicações. 

Numa outra, é feita uma “análise técnica” da “Dinâmica da Shelf Cloud em Ponte de Sor”, onde é explicado que “as impressionantes imagens captadas em Ponte de Sor mostram uma formação nublosa do tipo Arcus, especificamente uma Shelf Cloud (‘nuvem de prateleira’). Este fenómeno é um indicador visual clássico de uma frente de rajada (outflow boundary) associada a um sistema convectivo”.

A “formação desta nuvem”, é ainda referido, “ocorre devido ao contraste termodinâmico extremo entre duas massas de ar”: o “Downdraft” (“o ar frio e denso, arrefecido pela evaporação da precipitação no interior da célula de trovoada, desce rapidamente em direção ao solo) e o “Gust Front” (“ao atingir a superfície, este ar frio espalha-se horizontalmente como uma corrente de densidade, atuando como uma “cunha” atmosférica).

“Esta cunha de ar frio levanta o ar quente e húmido que está à sua frente. À medida que esse ar sobe e atinge o Nível de Condensação por Ascensão (LCL), forma-se a estrutura horizontal que vemos na foto”, é vincado. 

A página Meteo Trás os Montes – Portugal salienta ainda, na mesma análise, “características distintivas” desta nuvem, afirmando que, “ao contrário de uma Roll Cloud (que é independente), a Shelf Cloud está fisicamente ligada à base da nuvem cumulonimbus ou à linha de instabilidade“, sendo também “possível observar frequentemente um movimento de ‘rolamento’ laminar na sua borda frontal, causado pela fricção entre as correntes opostas (instabilidade de Kelvin-Helmholtz)”.

“A sua passagem é marcada por um ‘salto de pressão’ (mesohigh) e uma mudança súbita na direção e intensidade do vento (wind shear)”, é também frisado. 

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