Na antecâmara do Mundial de Futebol, que será realizado no Canadá, EUA e México, entre junho e julho, jovens migrantes e refugiados que agora chamam casa a centros de acolhimento mexicanos preparam-se para disputar um torneio em que os golos são o menos importante e a vitória ultrapassa as quatro linhas.
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Desde final de fevereiro que centenas de crianças e jovens treinam para o evento desportivo que acontecerá em abril, na Cidade do México.
Esta iniciativa, que dá pelo nome de “Golos pela Inclusão”, é financiada pela União Europeia e tem, tal como o nome indica, o objetivo de promover a inclusão, a integração e a proteção das crianças deslocadas, tantas vezes discriminadas e colocadas à margem.
O município da Cidade do México, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados e a Organização Internacional para as Migrações também apoiam esta iniciativa.
Através da linguagem universal do futebol, os pequenos craques são incentivados a praticar desporto em comunhão com outros jovens que se encontram na mesma situação.
Perla Acosta, diretora da associação “Mais Sonhos”, que gere a implementação técnica do programa, não tem dúvidas de que o futebol “é uma ferramenta de mudança e de paz”.
“Em campo, somos todos iguais. Por isso, de alguma forma, ajuda-nos a construir uma comunidade, ajuda-nos a criar laços. Para as crianças, por exemplo, e para as meninas, especialmente nestes centros de acolhimento, onde as crianças ficam, de certa forma, confinadas aos seus quartos, a realização de atividades de integração permite-lhes conhecerem-se melhor, desenvolverem as suas capacidades motoras e, de alguma forma, o jogo torna-se também uma forma de desenvolvimento”, explica à Reuters.
James Cantillo Leon, migrante venezuelano, é um dos muitos jovens que veem o futebol como uma porta para uma vida melhor, de preferência fora de um centro de acolhimento.
“Adoro futebol, por isso vou ajudar a minha família a seguir em frente para que possamos ter tudo aquilo que ainda não conseguimos ter”, confessou.
