Culturas de cobertura e biodiversidade do solo são fundamentais para o futuro da agricultura e da alimentação. No dia 23 de abril, em Coruche, decorre o Dia Aberto das Culturas de Cobertura, a Biodiversidade e a Vida do Solo que permite saber mais sobre como os agricultores produzem protegendo o ecossistema.
No próximo dia 23 de abril, a Estação Experimental António Teixeira, em Coruche, recebe o Dia Aberto dedicado ao tema “As Culturas de Cobertura, a Biodiversidade e a Vida do Solo”, uma iniciativa que reúne especialistas, agricultores e entidades do setor para refletir sobre a importância do solo e o seu papel central na sustentabilidade agrícola e ambiental.
Apesar de ser um dos recursos mais fundamentais à vida no planeta, o solo continua a ser pouco valorizado. Como sublinha a professora Cristina Cruz, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa: “o solo é um sistema ‘invisível’ aos olhos da sociedade. Ao contrário da água ou do ar, cuja degradação é muitas vezes imediata e percetível, a degradação do solo ocorre de forma lenta e silenciosa, tornando difícil a sua valorização e proteção.”
O evento pretende precisamente dar visibilidade a este recurso vital, explicando de forma acessível o seu funcionamento e a sua relevância. O solo é muito mais do que suporte físico para as plantas: trata-se de “um ecossistema vivo — rico em microrganismos, fungos, fauna edáfica e interações dinâmicas”, responsável por funções essenciais como a reciclagem de nutrientes, a retenção de água e o aumento da resiliência das culturas face ao stress ambiental.
O que são culturas de cobertura e porque são importantes?
Um dos temas centrais do encontro são as culturas de cobertura — plantas semeadas entre culturas principais que têm como principal função proteger e melhorar o solo. Estas culturas ajudam a prevenir a erosão, aumentam a matéria orgânica, promovem a biodiversidade e contribuem para uma agricultura mais resiliente às alterações climáticas.
Ao promoverem a saúde do solo, as culturas de cobertura tornam-se uma ferramenta essencial para garantir a produtividade agrícola a longo prazo, reduzindo simultaneamente a dependência de fatores externos como fertilizantes e água.
Agricultura mais sustentável começa no solo
No âmbito do evento será possível verificar as várias culturas de cobertura ensaiadas na Estação Experimental António Teixeira, mas também é uma oportunidade para conhecer o projeto Soil Academy, que tem como objetivo apoiar a transição para práticas agrícolas mais sustentáveis. “O projeto Soil Academy promove a transição para práticas agrícolas mais sustentáveis, assentes no conhecimento do funcionamento do solo e na sua regeneração”, destaca Cristina Cruz.
Uma das abordagens centrais deste projeto passa por envolver diretamente os agricultores: “Com o Soil Academy pretende-se colocar o agricultor no centro do processo, envolvendo-o ativamente na experimentação, aprendizagem e tomada de decisão.”
O agricultor é também um dos protagonistas deste Dia Aberto, mostrando como integra as culturas de cobertura na sua exploração e que mais-valias estas práticas culturais representam para a sua atividade.
Programa
O Dia Aberto tem início às 09h15 com o acolhimento dos participantes, seguido de uma sessão de abertura com representantes institucionais. O programa inclui uma mesa-redonda moderada por Maria Custódia Correia, coordenadora da rede Akis, com a participação de especialistas de diversas entidades, e termina com uma visita aos campos de ensaio, onde será possível observar na prática os benefícios das culturas de cobertura.
As inscrições são gratuitas, mas limitadas à capacidade da sala e aceites por ordem de chegada (até dia 17/04/2026) – Inscreva-se através do formulário disponível AQUI
Fonte: ANPROMIS
Dia Aberto: As Culturas de Cobertura, a Biodiversidade e a Vida do Solo – 11 de abril – Coruche
