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"O primeiro tremor foi na mão direita": em 2012, com 32 anos, Irina Pires foi diagnosticada com Parkinson precoce


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O Parkinson é a doença neurodegenerativa com crescimento mais rápido no mundo. Em Portugal, há cerca de 20 mil casos diagnosticados. Desses, dois a três mil foram detetados precocemente, antes dos 60 anos. Foi o caso de Irina.

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Os primeiros sintomas não foram imediatamente notados por Irina Pires, mas, pouco tempo depois, um tremor na mão direita não deixou margem para dúvidas. Recebeu o diagnóstico de Parkinson precoce, que lhe mudou a vida, fazendo-a deixar a carreira na enfermagem e adotar estratégias para preencher o que a doença a fez perder.

Catorze anos depois, a medicação não estava a fazer efeito. As dores eram fortes e a equipa multidisciplinar que acompanha Irina decidiu colocar-lhe uma bomba difusora, ligada ao corpo, até à cirurgia.

Em Portugal, a prevalência de Parkinson tem vindo a aumentar, estando diagnosticados 20 mil casos. Desses, dois a três mil foram diagnosticados precocemente, antes dos 60 anos.

E foi precisamente para essas pessoas, com Parkinson precoce, que foi criada a Associação Young Parkies. A falta de respostas, e até de algum apoio, fez nascer uma comunidade que estende a mão a quem recebe o diagnóstico. Este ano, a associação organizou a quarta conferência, com mais de 200 pessoas, na Fundação Champalimaud, em Lisboa.

A doença de Parkinson pode dar sinais 20 anos antes de se manifestarem as limitações motoras. Entre os sintomas estão as alterações do sono, falta de cheiro e obstipação.



SIC Noticias

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