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Oferta de kits às mulheres para detetar drogas nas bebidas foi iniciativa do Governo italiano?


SIC Verifica

Um tweet nas redes sociais sugere que governos de direita não são “maus” para as mulheres, dando como exemplo a distribuição de kits antidroga em Itália. Mas esta distribuição é da responsabilidade do Governo italiano? A SIC Verifica.

Oferta de kits às mulheres para detetar drogas nas bebidas foi iniciativa do Governo italiano?

Um tweet que circula nas redes sociais sugere que governos de direita não são “assim tão maus” para as mulheres, apontando como exemplo uma notícia sobre a distribuição gratuita, em Itália, de kits para detetar drogas em bebidas.

A publicação, publicada no X, partilha uma notícia da SIC sobre uma iniciativa de distribuição de kits anti-droga para prevenir violações e aumentar a consciencialização sobre o assédio sexual facilitado por drogas.

Ao mesmo tempo, dirige-se a pergunta às feministas:

“Os governos de direita são assim tão maus? Pergunta para as feministas“, escreve-se no tweet.

Mas será que esta medida resulta de uma política do atual governo italiano, como se dá a entender?

Não. Tal como a notícia da SIC deixa claro, a iniciativa de distribuir gratuitamente um total de 1.500 kits antidroga em Roma e outros 2.500 em Veneza, partiu da Federação Nacional Italiana de Farmacêuticos e Proprietários de Farmácias (Federfarma) e não de uma iniciativa do Governo de Meloni.

O objetivo da iniciativa foi alertar para os riscos do “assédio sexual facilitado por drogas” nos bares e discotecas, ou seja, a administração de drogas a uma pessoa sem o seu consentimento para a incapacitar ou diminuir a sua vontade, possibilitando o roubo ou a agressão, incluindo a agressão sexual.

A iniciativa, denominada “Il sentido non si sciogle in un drink” (O consentimento não se dissolve numa bebida), foi lançada para assinalar o 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

Por outro lado, como adianta a mesma notícia, o 8 de março em Itália foi também novamente marcado por manifestações feministas em várias cidades, exigindo igualdade e um quadro legal mais seguro para as mulheres.

As reivindicações coincidiram também com a tramitação de um projeto de lei sobre a violência sexual, inicialmente aprovado por todos os partidos, mas em que, no final, o Governo eliminou o princípio do “consentimento” da vítima da redação do projeto.

A mudança gerou polémica com acusações de “retrocesso” e, no dia 28 de fevereiro, milhares de pessoas marcharam em Roma para denunciar esta alteração à lei e afirmar que o sexo “sem consentimento é violação”.

A SIC Verifica que é…

A iniciativa partiu da Federação Nacional de Farmacêuticos e não do Governo de Meloni. Paralelamente, o mesmo governo eliminou o princípio do consentimento de um projeto de lei sobre violência sexual, gerando protestos feministas em várias cidades italianas.

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