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ONU alerta: mulheres vivem mais anos, mas com mais doenças e menos qualidade de vida do que os homens

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Apesar de viverem mais tempo do que os homens, as mulheres vivem com menos qualidade de vida e com mais doenças que ficam por diagnosticar e por tratar. Os dados são das Nações Unidas, que dizem que as mulheres continuam a ser discriminadas no acesso aos cuidados de saúde.

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As Nações Unidas dizem que, apesar de ter havido uma enorme evolução na esperança média de vida das mulheres, nos últimos 25 anos, o acesso aos cuidados de saúde ainda não é um direito igual para mulheres e homens em grande parte do mundo.

Muitas vezes, as dores e queixas das mulheres tendem a ser minimizadas e os sintomas ignorados, particularmente, quando o que está em causa é o aparelho reprodutor feminino e todas as doenças ligadas à vida sexual e reprodutiva.

A ONU diz que, por exemplo, houve muito mais investigação, investimento e desenvolvimento de medicamentos para a disfunção erétil do que para a síndrome de tensão pré-menstrual ou a endometriose.

A falta de cuidados afeta também mais as mulheres do que os homens em relação às doenças cardiovasculares, musculares, à dor crónica, ou à depressão.

Os dados mais recentes mostram que, em média, as mulheres vivem entre cinco a sete anos mais do que os homens, mas passam mais três anos doentes. Os números podiam ser evitados se os governos investissem em melhores condições de saúde para a população feminina e em campanhas de educação para a igualdade de direitos.

Ou seja, as Nações Unidas dizem que as mulheres estão a viver mais do que os homens, mas que isso não significa que estejam a viver melhor, ou sequer, igualmente bem.



SIC Noticias

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