O julgamento de José Sócrates prosseguiu esta terça-feira no Campus da Justiça. O advogado oficioso, Luís Esteves, atribuído ao ex-primeiro-ministro e que se apresentou hoje em tribunal, garante que já enviou uma carta ao cliente, mas, até agora, ainda não obteve resposta.
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No Campus da Justiça, a sessão do julgamento começou com a audição de declarações recolhidas após a detenção e José Sócrates continua com o mesmo advogado oficioso que lhe foi atribuído.
O nome já tinha sido contestado junto da Juíza Presidente. O antigo chefe de Governo alegou que foi uma escolha personalizada do Bastonário da Ordem dos Advogados e uma interferência do Conselho Superior da Magistratura no processo.
José Sócrates afirmou que Luís Esteves não o representa, nem lhe merece confiança, acrescentando que as declarações à comunicação social só aumentaram a desconfiança.
O antigo primeiro-ministro insurgiu-se assim, contra a nomeação, considerando escandalosa a interferência do Conselho Superior da Magistratura, por entender que põe em causa a justificação do Bastonário da Ordem.
Até ao final do ano já foram marcadas 46 sessões do julgamento, para acelerar o processo que tem sido marcado por vários incidentes e atrasos. A partir de junho, podem prescrever crimes de corrupção.
José Sócrates, o principal de 22 arguidos na Operação Marquês, é julgado por três crimes de corrupção, 13 de branqueamento e seis de fraude.
No processo também são visados Ricardo Salgado, Armando Vara, Carlos Santos Silva e Hélder Bataglia.
