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Oposição à mina de lítio em Boticas leva associação a processar a Comissão Europeia

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Os populares questionam também o apoio de 110 milhões de euros anunciado pelo Governo para o financiamento da mina.

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A associação que está contra a exploração de lítio em Boticas avançou com um processo contra a Comissão Europeia. Os populares questionam também o apoio de 110 milhões de euros anunciado pelo Governo para o financiamento da mina.

Sempre que há alguma novidade sobre o lítio em Covas do Barroso a população reúne-se no lugar do Romaínho.

São os que estão mais próximos do local para onde está concessionada a mina e também aqueles que se sentem mais afetados por um processo que se arrasta há mais de oito anos.

Recentemente voltaram a sofrer um revés, com o anúncio do financiamento do Governo de 110 milhões de euros para o projeto.

O presidente da Câmara de Boticas também não gostou de saber do apoio financeiro do Governo. Ficou mais descansado quando percebeu que está dependente da aprovação do projeto.

A população continua de mãos vazias, assim como a autarquia. Sinto que alguma coisa se está a preparar, mas não é boa porque não vejo nada”, explicou o autarca Guilherme Pires.

Para a empresa mineira, a ajuda mostra a importância do investimento numa área considerada estratégica pela união europeia.

Os subsídios são a coisa mais frequente para que os estados que competem uns com os outros possam atrair investimentos”, referiu Emanuel Proença, CEO da Savannah Resources.

A associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso, com o apoio de ambientalistas, avançou com um processo em tribunal contra a Comissão Europeia.

Os opositores alegam que ao considerar a mina um projeto estratégico, Bruxelas abriu um precedente perigoso para a proteção ambiental.

Já a empresa mineira, diz que se trata apenas de um pequeno grupo que se opõe ao projeto que, mesmo assim, vai avançando.

Até ao final deste ano deverá arrancar a construção da mina e estima-se que a produção comece em 2028.



SIC Noticias

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