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A partir da Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa assinalou que “a estabilidade e a paz não se constroem através de ameaças mútuas ou de armas mas apenas através de um diálogo razoável, genuíno e responsável”.
Remo Casilli | Reuters
O Papa Leão está a acompanhar com “profunda preocupação” os ataques dos EUA e Israel contra o Irão. Por isso, fez este domingo um apelo veemente para que se ponha fim ao que designou de “espiral de violência”.
“Dirijo um apelo sincero às partes envolvidas para que assumam a responsabilidade moral de parar a espiral de violência antes que ela se torne um abismo irreparável”, afirmou o Papa Leão XIV.
No discurso semanal, a partir da Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa salientou que “a estabilidade e a paz não se constroem através de ameaças mútuas ou de armas mas apenas através de um diálogo razoável, genuíno e responsável”.
A televisão estatal iraniana anunciou esta madrugada a morte de Khamanei no seu gabinete no sábado, em consequência dos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra a República Islâmica, informação que foi posteriormente confirmada pelo Governo e outros organismos.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha anunciado antes que Khamanei, de 86 anos, que exercia o cargo de líder supremo do Irão desde 1989, tinha morrido nos ataques e apelou ao povo iraniano para “recuperar” o país, após décadas de regime dos aiatolás.
Também foi confirmada a morte de outros altos funcionários, como o comandante-chefe da Guarda Revolucionária do Irão, o general Mohamad Pakpur, e o secretário do Conselho de Defesa, Ali Shamjani.
A ofensiva norte-americana e israelita começou na madrugada de sábado contra alvos em Teerão e outras cidades iranianas, como Tabriz (noroeste) e Isfahan (centro).Os ataques causaram, até ao momento, mais de 200 mortes, segundo estimativas do Crescente Vermelho, congénere da Cruz Vermelha no Ocidente.
