Os partidos não se mostraram surpreendidos com a rejeição da UGT à proposta do Governo para a lei laboral.

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Perante a rejeição da mais recente versão do Executivo para alterações ao Código do Trabalho, os partidos à direita do hemiciclo defendem que a discussão deve passar para o Parlamento.
“Ou o Governo desiste da legislação laboral e da reforma da legislação laboral ou procuramos fazê-la como devíamos ter feito desde o início, respeitando a maioria de eleitores que há neste momento à direita no Parlamento e à direita no país”, disse André Ventura, do Chega.
“Temos uma concertação social que representa o mercado de trabalho do século XX a discutir temas do século XXI e, portanto, isto já não funciona. O desafio que fica para o Governo é que, em vez de adiar esta situação, se submeta ao Parlamento”, referiu Mariana Leitão, da Iniciativa Liberal.
À esquerda, o entendimento é diferente.
“Ao fim de nove meses, a proposta enviada para consulta dos parceiros é um documento que está muito próximo, em algumas matérias até pior do que aquele que foi apresentado em julho e que foi de imediato rejeitado pelo lado sindical da negociação. Não se pode querer fazer um acordo de concertação sem mexer quase uma vírgula numa proposta que foi rejeitada”, afirmou Miguel Cabrita, do PS.
Alfredo Maia, do PCP, classificou o pacote laboral como uma “declaração de guerra aos trabalhadores e aos seus direitos”, defendendo que o Governo deveria retirar a proposta.
Nas redes sociais, José Manuel Pureza, coordenador do Bloco de Esquerda, também pediu a retirada da proposta.
Faltam cerca de três meses para as férias parlamentares, e o tempo começa a escassear para que a discussão do pacote laboral ainda aconteça nesta sessão legislativa.
