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Ao email do SIC Verifica chegou uma mensagem de um telespectador que questiona a coerência das posições políticas do PCP sobre a crise imobiliária em Portugal. Aponta que, por um lado, o partido mantém um discurso crítico e agressivo contra a especulação e a falta de casas, mas, por outro, é detentor de um vasto património imobiliário espalhado pelo país. Será mesmo assim? A SIC Verifica.
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“A habitação foi transformada numa mercadoria e o direito num negócio”, denunciou a deputada do PCP Paula Santos na Assembleia da República, em julho de 2025. Uma posição reforçada este mês, durante o Comício do 105.º Aniversário do PCP. No evento, o secretário-geral comunista Paulo Raimundo descreveu a “situação da habitação” como “dramática”, reafirmando que o partido está “apostado em garantir casas para viver”.
O PCP tem sido uma das vozes mais críticas em relação à crise da habitação. Mas estará entre os partidos com mais imóveis?
O que dizem as contas anuais enviadas pelos partidos?
Até 2019, o Partido Comunista Português era o partido com maior valor em imóveis. No entanto, uma reavaliação do património do PSD alterou essa posição, fazendo com que os comunistas deixassem de ocupar o primeiro lugar.
A SIC Verifica que é…
O PCP está entre os partidos com maior património imobiliário. Em 2024, o partido declarou cerca de 15 milhões de euros em ativos fixos tangíveis, o que o coloca como o segundo partido com mais património, atrás apenas do PSD, que declarou 30 milhões de euros.
